(VÍDEO) Rui Santos deixa mensagem após o clássico “não sabes o que é ganha limpo, pois não?”

Rui Santos publicou uma nova mensagem em tom muito crítico após o FC Porto-Sporting, dirigida àquilo a que chama “D. Vergonha”, entidade que associa a comportamentos que, na sua visão, envergonham o futebol português e têm o conhecimento de André Villas-Boas. Na sua intervenção, acusa essa “D. Vergonha” de não ter noção de educação, desportivismo e convivência social, apontando práticas como lançar foguetes de madrugada para perturbar o sono dos jogadores, colocar cortinas para abafar o apoio dos adeptos, tirar toalhas ao guarda-redes em dia de chuva, retirar pinos das bolas para perder tempo, deseducar miúdos apanha-bolas e afixar cartazes provocatórios no balneário adversário, inclusive por cima dos urinóis.
Rui Santos critica ainda o uso de artefactos pirotécnicos que enchem o estádio de fumo e interrompem o jogo, bem como o ar-condicionado colocado “no máximo” para fazer os adversários “suar ainda mais”, dizendo que “Vergonha” faz jus ao nome e afasta adeptos de uma modalidade que considera bonita na sua génese. Lamenta a falta de consequências sérias para estes comportamentos e recorda o episódio em que, ao intervalo de um jogo com o SC Braga, foram mostradas imagens de supostos erros de arbitragem no balneário através de um ecrã impossível de desligar, considerando também vergonhosa a forma como o caso foi tratado disciplinarmente.
Dirigindo-se depois diretamente a André Villas-Boas, questiona qual é o seu papel e onde estão as promessas de um futebol diferente e de rutura com práticas que, no passado, mancharam a imagem do FC Porto. Pergunta se o presidente quer realmente romper com uma “guarda pretoriana” e com métodos antigos ou se corre o risco de ser visto como um “agente dissimulado” que apregoa uma coisa e faz outra, alinhado com essa “desavergonhada chamada vergonha”. Exige que, mesmo que alegue desconhecimento, chame à responsabilidade quem colocou cartazes, mexeu no ar-condicionado e teve intervenções na cabine do adversário, pois, sendo presidente, não pode pactuar com o que aconteceu em redor do clássico.
Na parte final, Rui Santos sublinha que esta crítica não iliba comportamentos graves ocorridos também em Benfica, Sporting ou outros clubes, lembrando o episódio de elementos de uma claque não-oficial do Benfica recebidos no Seixal com a cara tapada a pedir satisfações ao staff, bem como casos recentes envolvendo adeptos do FC Porto visados por indivíduos associados ao Sporting em modalidades como o hóquei em patins ou o basquetebol. Conclui que o ódio e o racismo não podem ter lugar no desporto e identifica um “problema crónico de liderança responsável” no futebol português, fazendo um apelo em SOS a todos os presidentes, responsáveis governamentais, movimento associativo, Federação e Liga, rematando com a pergunta provocatória: “Onde estão elas, a Federação e a Liga, no intervalo do chá das 5?”.





