(VÍDEO) Escócia qualificou-se e Robertson foi às lágrimas ao recordar Diogo Jota

Andy Robertson emocionou-se profundamente após a Escócia garantir a qualificação direta para o Mundial 2026 com a vitória por 4-2 sobre a Dinamarca, lembrando o amigo e antigo companheiro de Liverpool, Diogo Jota, falecido em julho num acidente de viação em Espanha.
O capitão escocês afirmou à BBC: “É diferente [das conquistas no Liverpool]. Acho que consegui esconder bem, mas hoje estou destroçado. Sei que, na idade em que estou agora, esta pode ser a minha última oportunidade de disputar um Mundial. Não consegui tirar o meu amigo Diogo Jota da cabeça hoje.”
Robertson recordou a ligação que tinham em torno do Mundial: “Falámos tanto, juntos, sobre o Mundial. Ele perdeu o Mundial do Qatar devido a uma lesão, eu perdi porque a Escócia nunca chegou lá. Sempre discutimos como seria ir a este Mundial, e sei que ele estará algures a sorrir por mim. Não o consegui tirar da minha cabeça o dia todo. Eu estava arrasado mais cedo. Mas acho que escondi bem dos rapazes e estou muito feliz que tenha acabado assim.”
Sobre a experiência da qualificação, acrescentou: “Vamos para o Mundial, não consigo acreditar. Esta pode ser a minha última oportunidade de chegar ao Mundial. Mal posso esperar para voltar a Liverpool e beber um vinho tinto com o teu pai! É incrível. O discurso do treinador antes do jogo foi inacreditável. Ele relembrou os grandes momentos ao longo dos anos, como a Sérvia e a Ucrânia. Depois disse: ´Vamos fazer mais um’. Os rapazes ficaram bastante emocionados. Fazer isto por ele, pela equipa técnica e pelas nossas famílias… uma das melhores noites da minha vida.”
No seguimento da morte de Jota, Robertson tinha também publicado nas redes sociais: “Os que mais me preocupam neste momento são os familiares. A perda deles é demasiado grande para aguentar. Lamento imenso que tenham perdido duas almas tão preciosas – o Diogo e o André. Para a equipa e para o clube, vamos tentar ultrapassar isto em conjunto… por muito tempo que isso demore. Para mim, quero falar do meu companheiro. Do meu companheiro. O tipo que eu amava e de quem vou sentir muitas saudades.”
Sobre o amigo, acrescentou: “Ele era o jogador estrangeiro mais britânico que já conheci. Costumávamos brincar que ele era realmente irlandês… Eu tentava reivindicá-lo como escocês, obviamente. Até o chamava de Diogo MacJota. Assistíamos aos jogos de dardos juntos, gostávamos das corridas de cavalos. Ir a Cheltenham nesta temporada foi um dos melhores momentos que tivemos. Não acredito que nos estamos a despedir. É demasiado cedo, e dói muito. Mas obrigado por estares na minha vida, companheiro – e por a teres tornado melhor. Amo-te, Diogo.”
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