(VÍDEO) A piada de Bagão Félix que deixou Fernando Mendes às gargalhadas

António Bagão Félix, candidato à presidência do Conselho Fiscal na lista de João Noronha Lopes, comentou as eleições do Benfica numa entrevista à CMTV, abordando temas como a mobilização dos sócios, o papel de José Mourinho e o tom da campanha.
Para Bagão Félix, é difícil antecipar uma segunda volta: “Nunca houve segunda volta no Benfica e a mobilização é enorme, por isso é complicado antecipar esse cenário.” Ainda assim, deixou clara a sua convicção: “Os dois candidatos partem do zero. O Rui Costa não parte dos 42% [42,13%] e o Noronha Lopes dos 30 [30,26%]. Partem do zero.”
Falando sobre o perfil do eleitorado, destacou que “os 50 votos são, normalmente, votos muito conservadores, têm mais dificuldade em mudar”. E explicou a diferença que vê em Noronha: “A mudança que Noronha propõe é com confiança e moderação, não significa rotura, que é mais forte, que é revolucionária. É uma mutação.”
Bagão Félix defendeu que “os candidatos não se medem por aquilo que prometem em termos de títulos ou jogadores”, mas “pelos meios, métodos, a capacidade de gestão e a gestão do risco”. Acrescentou ainda: “Noronha Lopes tem capacidade gestionária a toda a prova, não precisa de provar nada a ninguém.”
Considerou “insultuosas” as comparações entre Noronha e Vale e Azevedo: “É insultuoso. O Noronha está para servir o Benfica e não para se servir do Benfica. Faz da verdade, transparência e rigor — e não da fraude e da batota — a sua ação. É um homem com provas dadas, tem currículo.”
Em relação à segunda volta das eleições, marcada para 8 de novembro, admitiu que a campanha precisará de ajustes: “É importante, agora na segunda volta, que não se fale do passado, acabou. A certa altura estas eleições entraram numa espécie de maniqueísmo, num filme a preto e branco.” Defendeu que “o respeito mútuo entre os dois candidatos é desejável” e que “os sócios já vão depositar o voto pesando as situações, vendo a alternativa mais válida, com algum critério racional e menos emocional”.
Sobre o momento desportivo do Benfica, elogiou a escolha de José Mourinho: “[Rui Costa] tem um para-raios que se chama José Mourinho. É um bom para-raios, foi uma excelente escolha de Rui Costa, corroborada pela maior parte dos candidatos. José Mourinho está naquela fase em que gera uma grande expetativa e isso é um ativo patrimonial para as eleições. É um grande treinador, comunica muito bem e nós, benfiquistas, sentimo-nos mais representados nas conferências de imprensa.”
E acrescentou: “Se é difícil fazer face a isso? Somos benfiquistas em primeiro lugar e devemos aplaudir o que foi bem feito e ter a capacidade, honestidade e discernimento de dizer quando não achamos que está bem feito. É para isso que servem as eleições. Esta candidatura não veio para dividir, veio para congregar.”
Sobre o seu próprio desempenho eleitoral, comentou: “Fiquei naturalmente satisfeito com a minha votação, mas estou num projeto protagonizado por João Noronha Lopes e é isso que importa mais. Se é motivo de reflexão interna? Claro que sim, para todos.”
Bagão Félix concluiu explicando o motivo da sua presença na lista: “Só aceitei porque vi em Noronha Lopes um candidato forte, que faz o pleno de benfiquismo, capacidade e honorabilidade. De outra maneira, nunca seria candidato. Só se vai fazer companhia a um candidato à presidência se se acreditar plenamente nessa pessoa.”
E rematou com um elogio pessoal: “Conheço bem o Noronha e tem uma característica que aprecio muito e que hoje é rara: é exigente com os outros, mas primeiro é exigente consigo próprio. É esse o primeiro teste que coloco quando alguém me convida.”
No final, Bagão Félix fez uma piada em conversa com o jornalista Paulo Catarro e deixou Fernando Mendes às gargalhadas.
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