UEFA pediu demissão do presidente da FIFA e há um português na linha da frente para o substituir

Luís Figo é um dos nomes apontados como possível candidato à presidência da FIFA, numa altura em que Gianni Infantino enfrenta uma forte contestação por parte de dirigentes europeus devido ao polémico projeto de venda dos direitos do Mundial a investidores privados.
Segundo a Sky Sports, a UEFA está a avaliar três possíveis candidatos para enfrentar o atual presidente da FIFA nas eleições de março de 2027. Além do antigo internacional português, que representou Barcelona, Real Madrid e Inter de Milão, estão também em cima da mesa os nomes de Arsène Wenger, antigo treinador do Arsenal, e Michelle Kang, proprietária do Lyon e do London City Lionesses.
O organismo que tutela o futebol europeu tem até 18 de novembro para apresentar as listas definitivas de candidatos, numa altura em que as relações institucionais entre a UEFA e a FIFA atravessam um período de grande tensão.
A polémica voltou a ganhar destaque esta quinta-feira, durante uma reunião do Conselho da FIFA, realizada em Zurique. Perante os presidentes das seis confederações continentais e os restantes membros do órgão, Gianni Infantino apresentou um pedido de desculpas por não ter comunicado antecipadamente o plano de entregar o Mundial a investidores privados.
No entanto, as explicações do dirigente ítalo-suíço não foram suficientes para acalmar os ânimos. De acordo com a Sky Sports, vários representantes de federações europeias continuam a defender a sua demissão, entre os quais Debbie Hewitt, presidente da Federação Inglesa de Futebol.
Aleksander Ceferin, presidente da UEFA, exigiu ainda a divulgação de toda a documentação relacionada com o projeto, por considerar que o negócio estaria a ser negociado por valores demasiado baixos.
Recorde-se que a proposta inicial de Infantino previa o pagamento de aproximadamente 30 milhões de euros a cada federação que aceitasse o acordo. Contudo, a oposição da UEFA, da CONCACAF e da AFC levou o presidente da FIFA a recuar nas suas intenções.
Apesar da contestação, Gianni Infantino mantém a intenção de concorrer a um quarto mandato consecutivo à frente da FIFA. Nas duas últimas eleições não enfrentou qualquer adversário, mas o cenário poderá ser diferente em março de 2027, caso avance uma das candidaturas que estão a ser consideradas pela UEFA.





