Tudo o que disse Marco Silva na antevisão ao jogo entre o Benfica e o Lech Poznan

O Benfica recebe o Lech Poznan na quinta-feira, 5 de novembro, às 20h00, no Estádio da Luz, em jogo da quarta jornada da fase de liga da Liga Europa. Na antevisão, Marco Silva esteve acompanhado por Jakub Kaminski e falou do adversário, das opções para o encontro, do calendário e das metas na competição.
O adversário
Sobre o conjunto polaco, o treinador começou por dizer:
«Conhecemos bem o adversário. Até amanhã ainda iremos conversar um pouco. Não foi necessário falar com o Kaminski. Conhecemos bem, analisámos. Durante o dia de hoje e amanhã teremos tempo de uma ou outra conversa para coisas mais específicas, não tanto para aspetos coletivos. Como ele falou e bem, domina a nível interno, é uma equipa que está em primeiro lugar novamente. Vem de um título. E normalmente faz a vida muito difícil a todos os adversários. Na Europa tem sido diferente. Não começando tão bem, teve um resultado positivo no último jogo. Quererá reagir atendendo à classificação que tem. Sabem que adversário vão defrontar. Jogando fora de casa não tem medo de jogar. Tem mentalidade de dominar jogos e não é fácil alterar de um jogo para o outro. Acredito que vamos obrigar a jogar de forma diferente no Estádio da Luz. Não tem problemas de ter a bola, até corre alguns riscos na primeira fase de organização. Podemos tirar muito proveito disso. Temos de ter em atenção a sua qualidade. Temos de respeitar, mas respeitar-nos muito mais a nós e à nossa qualidade».
Enzo Barrenechea e Lenglet
Questionado sobre os dois jogadores, respondeu:
«Clément Lenglet e Enzo Barrenechea? Enzo está em condições de começar, depende da nossa decisão. 90 minutos não vou dizer que a uma intensidade alta… A partir dos 60 pode começar a sentir mais cansaço. Por isso é que existem os jogos. Mesmo replicando em treino não há milagres. Jogo dá algo aos jogadores que é difícil espelhar a 100 por cento no treino. Está apto, está nos convocados. Se assim o entendermos pode começar ou não. É o primeiro jogo depois de uma paragem longa, é uma decisão que ainda irei tomar, mas é bom tê-lo de volta. Juntamente com o João e o Manu termos concorrência. Tem características um pouco diferentes, um começo de temporada muito bom e estávamos muito satisfeitos. Infelizmente veio a lesão. Demorou a recuperar mas trabalhou forte. Lenglet não está para o jogo de amanhã. Não nos parece algo muito sério. A nossa esperança é que esteja para o jogo do próximo fim-de-semana, mesmo sendo apertado. Mas não está a 100 por cento e não estará nos convocados».
A corrida à qualificação direta
Sobre o apuramento direto para os oitavos de final, o técnico foi claro quanto à ambição:
«Apuramento direto? Queremos e iremos lutar para a qualificação direta. É muito importante não juntar dois jogos de playoff a um calendário sobrecarregado. O primeiro é lutar pelos três pontos em disputa. Depois será consequência se o fizermos bem não ter extra de dois jogos num momento muito particular da temporada, com muitos jogos. Se pudermos evitar, iremos evitar. Depende de nós, da nossa capacidade, do que podemos e dever fazer nos próximos jogos, começando por amanhã. O mais importante é o próximo. Em casa, que é importante. Temos tido boas exibições na Liga Europa. É contra um adversário bom, de qualidade e nós temos de mostrar qualidade, ser uma equipa capaz, independentemente de mudar um bom número de jogadores. Já mostrámos que os jogadores responderam bem. Se o voltarmos a fazer é uma oportunidade para ser agarrado. Temos jogadores que vêm de lesão. Falámos do Enzo, o próprio Banjaqui felizmente estará nos convocados e temos sobrecarregado muito o Bah. Na Taça da Liga jogámos com dois laterais-esquerdos para rodar. Ter o Banjaqui de volta é importante para nós. Se continuarmos a somar pontos iremos conseguir um objetivo».
Gestão do plantel e calendário
Sobre a rotação de jogadores e o desgaste de uma semana com três jogos, explicou:
«Gestão do plantel? Não posso dizer surpresa. Os jogadores têm estado muito bem. Mesmo quem tem estado em muito bom momento e sentir que no jogo seguinte pode não jogar porque optamos por alguma rotação ou características diferentes… Temos jogadores e alguns deles jovens que gostam de estar sempre dentro do campo. Fazer perceber que isto não são só 10 ou 20 jogos uma temporada. Não temos de estar todos perfeitos só em 6 meses, temos de ter o máximo de rentabilidade ao longo do ano. Quando jogamos esta competição e a Liga Europa em termos de calendário obriga a isso. Esta semana é o melhor exemplo do que às vezes temos de fazer enquanto equipa. Nunca tínhamos jogado segunda, quinta, domingo. Será a primeira por causa da paragem internacional. Basta olhar para três jogos em sete dias. Não é muito normal e cria um desgaste físico e mental muito grande. Estamos nos primeiros meses, não podemos estar sempre a falar de desgaste e não quero levar a conversa só por aí. Mais do que a rotação é importante os jogadores perceberem que não alterando muitas das nossas características, em algumas temos de alterar mesmo sem tempo para treinar. Muitas vezes a análise de vídeo que fazemos, alguns momentos sem aquisição no treino, é muito mais importante os jogadores terem capacidade de se adaptar e mudar chip de um jogo para o outro e ter exibições que nos permitam ganhar jogos. Jogadores têm respondido bem, mostrado abertura muito grande. Só nos faz crescer a nós como equipa e a eles individualmente».
João Palhinha
A propósito da utilização do médio, Marco Silva afirmou:
«Gestão de João Palhinha? Dentro das nossas possibilidades, há 10 dias com o Omonia decidimos não começar com ele e começou o Manu. Em vez de rodar na Taça da Liga com o Gil Vicente fizemos com o Omonia. Tem a ver com planeamento, temos de olhar um pouco mais à frente também. Com a lesão do Enzo em alguns momentos não pudemos fazer tanto, mas faz parte. O João tem sido um jogador com alguns minutos mas não está perto dos que tem mais minutos. Há alguns bem à frente dele nesse aspeto. Na seleção fez 2 e não jogou outros 2. Temos todos esses dados para ir gerindo da melhor forma e ter os jogadores o mais fresco que conseguirmos. Quando jogamos quinta, domingo ou quinta, segunda, é quase impossível tê-lo totalmente frescos para o jogo seguinte. Têm de se habituar a isso e o João vem de uma realidade em que estava habituado muitas vezes a jogar a meio da semana».
O favoritismo e o último jogo
Perguntaram-lhe se o arranque vitorioso na competição coloca o Benfica como favorito:
«Arranque vitorioso coloca Benfica como favorito? Não gosto muito de falar de favoritismos. Temos de o provar no campo se somos melhores do que cada adversário. Estamos numa fase de liga, não quero dizer precoce, mas muito inicial desta competição. Tivemos seis jogos que não são muito normais para uma equipa da nossa dimensão. Fizemo-lo bem, mesmo tendo começado com o pé esquerdo. Depois a equipa reagiu muito como tinha de reagir. Temos vindo a crescer como equipa. Se fazemos muitos golos ou não, jogamos de forma muito clara e por vezes não é possível. Um bom exemplo é o que aconteceu no último jogo do campeonato e temos de ser capazes de ganhar jogos de uma forma ou outra. O objetivo é ter o jogo à nossa imagem mas nem sempre é possível. Às vezes por não estarmos no melhor dia, que acredito que foi o que aconteceu no último, outras por mérito do adversário, que também teve o seu mérito. Mas olhando mais para nós para o que podíamos ter feito ou não diferente. Neste momento, já analisando o jogo, tirámos coisas muito positivas também. Uma delas foi não termos sofrido, que foi muito importante. Fizemos só um golo, não estamos tão habituados. Por norma somos equipa que marca, por isso se fizermos bem a outra parte do jogo, que é não sofrer, vamos estar muito perto de vencer jogos. As equipas analisam-nos, há um respeito muito grande, temos de estar habituados a isto, a jogar contra 9 ou 10 jogadores à volta da área. Aconteceu no último jogo e temos de ter capacidade para desmontar a organização dos adversários com qualidade e com a leitura e tomada de decisão que o jogo exige. Temos de dar ferramentas aos jogadores para isso».
Gustavo Varela
Sobre o momento de forma do avançado, a resposta foi curta:
«Momento de forma de Gustavo Varela? Estou aqui para falar dos jogadores do Benfica e dos que fazem parte do plantel do Benfica».





