Treinador português deixou a seleção e emitiu um comunicado “rumo ao futuro…”

Carlos Queiroz já não é selecionador do Gana. O treinador português, de 73 anos, chegou a acordo com a federação ganesa para terminar a ligação aos Black Stars, poucos meses depois de ter assumido o cargo.
O técnico chegou ao Gana em maio, antes do Mundial de 2026, competição na qual conseguiu uma vitória frente ao Panamá (1-0), empatou com Inglaterra (0-0) e perdeu diante da Croácia (2-1). Nos 16 avos de final, os ganeses foram eliminados pela Colômbia, por 1-0.
Apesar de inicialmente ter contrato apenas até ao final do Mundial, Queiroz renovou a ligação a 2 de setembro. Os resultados, contudo, não melhoraram. O português deixa o cargo com apenas uma vitória em oito encontros, tendo perdido este mês diante da Costa do Marfim (2-0) e da Gâmbia (2-4), na qualificação para a CAN 2027.
Carlos Queiroz confirmou que a saída aconteceu por mútuo acordo.
“Esta não foi uma decisão fácil, mas ambas as partes concordaram que, nas circunstâncias atuais, pôr fim à nossa relação profissional era a medida mais adequada, colocando os interesses do Gana, dos Black Stars e do futebol ganês acima de tudo o resto”, explicou.
O treinador português agradeceu ainda a oportunidade de comandar a seleção africana.
“Foi uma honra servir o Gana e os Black Stars. Agradeço sinceramente à Federação de Futebol do Gana e ao seu presidente pela confiança depositada em mim e pela oportunidade de liderar uma nação tão orgulhosa no futebol”, acrescentou.
No comunicado divulgado após a saída, Queiroz explicou mais detalhadamente os motivos que levaram ao fim da ligação:
“Na sequência de discussões realizadas num espírito de respeito mútuo, a Federação de Futebol do Gana e eu concordámos mutuamente em rescindir o Contrato de Prestação de Serviços que rege a minha função como treinador principal da Seleção Nacional do Gana, os Black Stars.
Esta não foi uma decisão fácil, mas ambas as partes concordaram que, nas circunstâncias atuais, pôr fim à nossa relação profissional era a medida mais adequada, colocando os interesses do Gana, dos Black Stars e do futebol ganês acima de tudo o resto.
Foi uma honra servir o Gana e os Black Stars. Agradeço sinceramente à Federação de Futebol do Gana e ao seu presidente pela confiança depositada em mim e pela oportunidade de liderar uma nação tão orgulhosa no futebol.
Cheguei ao Gana determinado a ajudar a construir um futuro mais forte para os Black Stars e a apoiar o desenvolvimento dos talentos do país. Apesar do nosso empenho e esforços, as condições necessárias não foram totalmente criadas; isto, juntamente com os nossos resultados recentes, levou-nos à decisão de pôr fim a esta jornada.
Parto com respeito, gratidão e orgulho.
Agradeço à minha equipa técnica e a todos aqueles que nos apoiaram, especialmente desde o início do nosso trabalho de preparação para o Mundial de 2026.
Elevar e divulgar o prestígio e a reputação dos Black Stars através dos nossos desempenhos no Mundial fez-me sentir orgulhoso.
Acima de tudo, presto homenagem aos jogadores das Black Stars. Obrigado a todos aqueles que representaram o Gana com coragem, empenho e orgulho. Lutaram pelo vosso país e carregaram as esperanças de milhões de pessoas.
Acreditem nestes jogadores. Protejam-nos. Apoiem-nos.
O talento e o potencial estão lá. Com união, apoio e o ambiente certo, esta geração pode alcançar grandes feitos para o Gana.
Ao povo ganês e a todos os adeptos das Black Stars, obrigado pela vossa paixão, apoio e calor humano. Levarei sempre o Gana comigo, com respeito e carinho.
O Gana vem em primeiro lugar.
As Black Stars vêm em primeiro lugar.
O futebol ganês vem em primeiro lugar.
Obrigado, Gana.
Rumo ao futuro.”





