Treinador espanhol acusado de usar o ChatGPT já respondeu e negou as acusações

Robert Moreno rejeitou de forma categórica as acusações de que recorreu à Inteligência Artificial para orientar o FC Sochi. O técnico espanhol garantiu que nunca utilizou o ChatGPT para preparar jogos, definir onzes ou escolher jogadores, contrariando declarações atribuídas a um antigo dirigente do clube russo e difundidas pela beIN Sports.
Em entrevista ao jornal As, Moreno esclareceu que a única utilização da ferramenta aconteceu de forma pontual e limitada a traduções entre russo e espanhol, língua que não domina. Sublinhou ainda que não existe qualquer comunicado oficial do FC Sochi que sustente a versão avançada e atribuiu a polémica a divergências profissionais com o ex-responsável do clube.
O treinador negou também que a contratação do avançado cazaque Artur Shushenachaev tenha resultado de sugestões do ChatGPT, explicando que a decisão foi tomada de forma consensual pela estrutura do clube, envolvendo direção desportiva e departamento médico. Acrescentou que a proposta surgiu precisamente por não conhecer o mercado do Cazaquistão.
Moreno recordou, por fim, que o seu percurso no futebol sempre esteve ligado à análise de dados e vídeo, defendendo o uso de tecnologia como apoio ao trabalho técnico, mas frisando que as decisões desportivas continuam a ser responsabilidade exclusiva da equipa técnica.





