Treinador do Alverca deixou um recado após a derrota contra o Sporting

Custódio Castro comentou a derrota do Alverca frente ao Sporting, por 2-0, em Alvalade, num jogo da I Liga, deixando algumas mensagens de fundo nas declarações à Sport TV.
Sobre as alterações táticas em relação ao encontro da Taça da Liga, o técnico explicou: “Queríamos um Alverca competitivo, a jogar consoante a estratégia. Sabíamos que o Sporting ia explorar a ala direita com dupla largura, primeiro com o Fresneda e depois o Vagiannidis, por isso tínhamos de fechar o jogo interior. Do outro lado, havia lateral com lateral e o Simões a juntar-se, o que torna difícil controlar aquela rotação de jogadores.”
Quanto à reação à goleada anterior, Custódio sublinhou: “Tínhamos de dar uma resposta e ser mais profundos. Sabemos o que temos de fazer, mas as lesões têm pesado muito. Jogamos sempre com espírito competitivo, nem sempre é possível, mas é importante que a cidade esteja connosco e perceba o que está a ser feito. Estes jogadores precisam do apoio de todos para compreender o que é a Liga e o peso da cidade.”
Questionado sobre as substituições de Rui Borges, respondeu: “Momento do jogo? Não concordo. O golo surge numa jogada em que o Pedro [Gonçalves] puxa para o pé direito e remata. Os jogadores têm de saber com quem estão a jogar, e no alto rendimento isso paga-se caro. Faltou-nos velocidade na frente — temos quatro extremos lesionados: Chiquinho, Figueiredo, Diarra e Leo. Tivemos de encontrar soluções, e é para isso que cá estou.”
Por fim, sobre a série negativa de resultados, o treinador fez questão de deixar um recado: “Mantenho a confiança desde o primeiro dia, desde junho. O clube começou com zero jogadores. Tivemos de contratar até o roupeiro e a equipa médica. Fui duas ou três vezes a casa. Dediquei-me ao clube, e é isso que me dá confiança.”





