Saiu do Benfica e agora queixa-se de falta de minutos no atual clube

Tiago Gouveia, avançado de 24 anos emprestado pelo Benfica ao Nice até ao fim da época, admitiu que, olhando agora para o contexto, teria pensado duas vezes antes de sair no verão. O atacante deixou a Luz por falta de oportunidades com Bruno Lage e, entretanto, viu chegar José Mourinho, acreditando que o novo treinador lhe daria mais tempo de jogo.
Em entrevista à Sport TV, reconheceu isso de forma clara: «Tenho de responder à pergunta diretamente, se teria ou não tomado a mesma decisão… Eu sou de origem um extremo vertical, o mister José Mourinho parece gostar de extremos mais verticais. Lukebakio tinha bastante tempo de jogo antes da lesão, o próprio Rodrigo Rêgo é um extremo com o qual até me identifico um pouco na forma de jogar, tem algumas parecenças comigo e foi um jogador que o mister estreou.» Acrescentou ainda: «O Ivan Lima também, um extremo vertical, ou seja, olhando para as características dos jogadores que o mister tem usado naquela posição e olhando para as minhas características, talvez pudesse ter mais minutos do que teria com o mister Bruno Lage.»
Apesar da mudança, Tiago Gouveia soma esta época 17 jogos sem golos ou assistências, juntando Benfica e Nice. Na Ligue 1, participou em nove encontros, totalizando 436 minutos, e viu apenas um cartão amarelo.
O momento do Nice agrava a frustração: a equipa soma nove derrotas seguidas em todas as competições, está no 13.º lugar do campeonato francês e já saiu da fase de liga da Liga Europa, depois de perder frente a FC Porto e SC Braga. A mais recente derrota, por 2-0 com o Lens, desencadeou uma receção agressiva dos adeptos à chegada ao centro de treinos.
Tiago Gouveia descreveu o episódio: «A situação foi um pouco dura, porque ninguém estava à espera. Estávamos à espera porque fomos avisados quando chegámos ao aeroporto, que eles estariam aqui à nossa espera. Avisaram-nos que estavam 100 ou 200 aqui, acho que estavam um pouco mais, e à medida que o tempo foi passando, o cenário mudou um pouco, obrigaram-nos a sair do autocarro e a passar entre eles, porque bloquearam a entrada do centro de treinos.»
Relatou ainda que o grupo foi obrigado a entrar a pé, isoladamente, perante insultos:
«Tivemos de sair fora do centro de treinos e ir a pé para o centro de treinos, no meio deles. E aí fomos praticamente um a um, nem fomos em grupo, e eu andei, nem olhei para trás, fui sempre em frente. Fui um pouco insultado, acho que eles aí descontrolaram-se um pouco, passaram os limites, mas é passado. Claro que isso fica marcado, fica uma cicatriz no grupo, mas nós temos o nosso trabalho a fazer, estamos confiantes e isso é o mais importante.»





