Rui Costa revelou quem deu o nome de Roger Schmidt para treinador do Benfica

Rui Costa, atual presidente e candidato à presidência do Benfica, reconheceu que Nuno Gomes teve um papel determinante na chegada de Roger Schmidt ao comando técnico das águias. Em entrevista ao podcast Mata-Mata, o dirigente explicou que foi o ex-jogador, agora candidato a vice-presidente para o futebol na lista de Noronha Lopes, quem alertou a estrutura encarnada para a disponibilidade do técnico alemão no mercado.
“Os treinadores também trabalham com empresários. E, naquele momento, é o Nuno Gomes que põe o nome em cima da mesa. Quando se chega ao final de uma época e se prepara a outra, recebemos de agentes 500 jogadores e treinadores. O nome do Roger Schmidt veio por via do Nuno Gomes. É um facto.”
Rui Costa recordou ainda os jogos em que o treinador o impressionou, admitindo que o interesse em Schmidt surgiu antes dessa sugestão: “Eu tinha do Roger Schmidt o célebre jogo com o Leverkusen onde levámos um amasso tremendo deles. E, para sermos francos e honestos, o jogo de Eindhoven, no anterior, da pré da Champions, com o Lucas Veríssimo expulso aos 15’/20’, salvámos a pele e entrámos na Liga dos Campeões. Mas eu fiquei muito apaixonado por aquele tipo de jogo, por aquele perfil.”
O presidente das águias contou também como o nome de Schmidt foi apresentado internamente: “Ele está no PSV e a notícia de que não iria continuar chega-nos pelo Nuno Gomes. Sabemos desta maneira, foi mais um agente que nos pôs um treinador à disposição. Como tenho por ano 70 mil treinadores e 300 mil jogadores no meu telemóvel. Agradou-me muito a ideia de Roger Schmidt e é por aí que partimos.”
Confrontado com possíveis conflitos de interesses, uma vez que o irmão de Nuno Gomes é empresário, Rui Costa recusou comentar o assunto diretamente: “Não vou avaliar ninguém das outras candidaturas, conhecendo bem ou mal — e conheço bem o Nuno Gomes. Tenho tentado manter o máximo de respeito por toda a gente. Sempre que falei foi em respostas ao que era dito.”
Por fim, sublinhou o seu compromisso institucional enquanto presidente do Benfica, mesmo em contexto eleitoral: “Eu sou candidato, sim, mas até perder uma eleição, que espero que não seja esta, sou presidente do Benfica. E esse sentimento e sentido de responsabilidade ninguém vai tirar. E acreditem que há coisas que ouço de outros candidatos que me ficam um bocado atravessadas.”





