Rui Costa exigiu um castigo severo ao FC Porto após o gesto com Fábio Veríssimo

Rui Costa reagiu à polémica em torno da queixa do árbitro Fábio Veríssimo e exigiu uma punição para o FC Porto, considerando a situação de «enorme gravidade». O presidente do Benfica criticou o comunicado dos dragões, que, segundo ele, «não fala do assunto principal» e tenta «desviar as atenções».
«Em relação ao comunicado do FC Porto, lamento que em sete longos parágrafos não se toque naquilo que se passou no Estádio do Dragão. O Benfica já se manifestou sobre isso, considera [o que se passou] de enorme gravidade e espera uma resposta célere das entidades. É uma coisa que não pode acontecer no futebol português, não pode acontecer num jogo, é demasiado grave. O Benfica já se manifestou e, portanto, pouco ou mais nada tenho a dizer sobre isso, apenas lamentar que num texto tão longo se fale de tudo menos daquilo que se passou», disse Rui Costa, à margem de uma iniciativa de campanha em Barracão, Leiria.
O dirigente detalhou ainda a denúncia do árbitro da AF Leiria, que apontou pressão no balneário da equipa de arbitragem, com a presença de uma televisão que não podia ser desligada e que transmitia imagens de lances contestados, incluindo um golo anulado a Froholdt na primeira parte.
Perante a insistência dos jornalistas, Rui Costa sublinhou que quer esclarecimentos rápidos sobre a situação e reforçou a gravidade do caso: «Isto não existe. Não pode acontecer de maneira alguma. As entidades têm de manifestar-se o quanto antes e ver que castigo pode dar. Em tanta conversa não se tocou no assunto que se está a discutir. O Benfica reagiu assim que soube dos factos. Vamos aguardar e estar atentos ao que se vai passar. É demasiado grave. Supreende-me bastante ver um comunicado tão extenso no qual não se fala do assunto principal. É quase desviar as atenções do que se passou. Não têm hipótese nenhuma de fazer isso porque é muito evidente. Agora vamos averiguar tudo e esperar. Esperamos que haja punição sobre o que aconteceu no jogo com o FC Porto. Não é normal nem explicável que aconteça uma situação deste género».





