Rui Borges quebrou o silêncio após a polémica de não ter visto as imagens “sou tudo menos mentiroso”

Rui Borges voltou ao tema dos tablets e reforçou que “sou tudo menos mentiroso”, explicando, ponto por ponto, o que aconteceu no jogo da Taça frente ao Santa Clara. Antes de visitar o Vitória SC, o treinador do Sporting disse lamentar a “falta de respeito” de que se sente alvo, garantindo que apenas viu o penálti polémico no avião, após o encontro, e rejeitando em absoluto ter consultado imagens durante o jogo.
Recordou que os leões só evitaram a eliminação graças à grande penalidade assinalada por João Pinheiro sobre Hjulmand e transformada por Luis Suárez, e repetiu que, nos Açores, não teve acesso às repetições: “Em casa, temos dois tablets, um com a transmissão da Sport TV e outro com o nosso canal aberto… Em ângulo aberto, é impossível ver as imagens.” Insistiu que, no banco, afirmou aos suplentes “não sei, não dá para ver” quando lhe perguntaram se havia falta, e apontou falhas de Internet que também impediram o adjunto de ver o lance no telemóvel.
O técnico afirmou que dizem o contrário “porque vivemos numa sociedade que é triste, nalguns momentos” e que “há muita falta de respeito para com o Sporting e para com o treinador do Sporting”. Acrescentou que “as pessoas… quando falam sobre o treinador do Sporting a olhar para o tablet, é tudo adivinho”, lamentando que se alimente “ódio” no futebol. Reforçou que só reviu o penálti já em viagem e que o toque existe: “O meu capitão diz que há toque, vê-se o toque… depois, é o critério do árbitro.”
Quanto ao reencontro com o Vitória SC, descreveu o jogo como especial: “É um clube que me diz muito. É muito graças ao Vitória SC que estou aqui.” Elogiou o trabalho de Luís Castro, antecipou dificuldades e lembrou o ambiente intenso em Guimarães: “Só quem passa lá percebe que é especial.”
Sobre o plantel, explicou a situação física de vários jogadores: disse acreditar que Zeno Debast esteja “a 100% no início do mês”, admitiu recuperar Nuno Santos assim que possível, embora com cautela, e garantiu que Daniel Bragança “não está para jogo” mas está próximo do regresso. Revelou ainda que Ioannidis pode atuar como extremo, lado a lado com Luis Suárez, e elogiou o grego pelo esforço durante a lesão.
Mostrou confiança em manter o grupo intacto na reabertura do mercado: “Espero bem que não sairá ninguém.” E quanto à CAN, afirmou ter alternativas para sobreviver às ausências.
Sobre uma eventual renovação de Ousmane Diomande, desejou que avance: “É muito importante na equipa.”
Questionado sobre críticas à arbitragem feitas por Francesco Farioli, rejeitou seguir esse caminho, preferindo valorizar o futebol nacional.
Disse ainda que o presente que pede a Frederico Varandas é “a vitória de amanhã”, não escondendo que o clube seguirá atento ao mercado.
Rui Borges frisou que esta reta final da primeira volta é importante, mas não decisiva, num calendário apertado entre dezembro e janeiro.





