Ruben Amorim respondeu às lendas do Manchester United que o estão a criticar

Ruben Amorim comentou a controvérsia em torno da pouca utilização de Kobbie Mainoo no Manchester United, tema que tem motivado críticas públicas de antigas figuras do clube como Paul Scholes, Rio Ferdinand e Nicky Butt. Em declarações à Sky Sports, o treinador português assegurou que não existe qualquer conflito com o jovem médio e apontou a presença de Bruno Fernandes como um dos principais fatores para a situação.
“Se o Kobbie vier falar comigo, terei todo o gosto em conversar com ele. Não vou dizer aqui o que lhe diria em privado, mas ficaria satisfeito se ele viesse ter comigo. Quero apenas que os jogadores estejam felizes e sei que todos têm os seus objetivos. A frustração não ajuda ninguém”, começou por afirmar Amorim, admitindo ainda a possibilidade de um empréstimo em janeiro.
De seguida, explicou que o espaço reduzido de Mainoo na equipa está ligado ao peso de Bruno Fernandes. “É um jogador muito difícil de tirar do onze”, sublinhou.
“Ele pode jogar naquela posição, mas nem sempre é fácil. Se olharmos para a equipa, com Matheus Cunha, Bryan Mbeumo e Bruno Fernandes, que vocês chamam de número 10, o Mainoo tem de pensar que é ele quem vai bloquear as transições e tratar dessas tarefas. Precisa de evoluir mais nesse aspeto, embora possa jogar ali no futuro. Não sei o que vai acontecer”, detalhou.
Amorim respondeu também às acusações de não apostar na formação do clube, recorrendo a exemplos concretos. “O Toby Collyer é da formação, jogou aqui e foi para o West Bromwich, onde agora nem joga. Ele teve minutos no Manchester United, por isso nem sempre a questão passa por ser da formação. Claro que valorizo o Mainoo, como todos. Jogamos com dois médios e vocês veem o Kobbie de forma diferente da minha. Se jogássemos com três médios, talvez tivesse mais minutos. Às vezes alguém perde o lugar e é apenas um momento”, explicou.
Por fim, recordou o caso de Casemiro como prova de que as hierarquias podem mudar. “Acho que já demonstrei que posso mudar de ideias. O Casemiro é o melhor exemplo: esteve atrás do Toby e agora é titular. A porta está sempre aberta para qualquer jogador me fazer mudar de opinião. Tudo depende do que acontece nos treinos e nos jogos. O Kobbie não está a jogar muito agora, mas teve oportunidades na época passada. O meu foco é ganhar o próximo jogo. Entendo todos os interesses e percebo as vossas expectativas por ele ser inglês. Eu quero ganhar e, se ele for o jogador certo, vai jogar sem problema”, garantiu o treinador português.





