Roberto Martinez surpreende nas declarações após a qualificação de Portugal para o Mundial 2026

Portugal assegurou a presença no Mundial de 2026 após derrotar a Arménia por 9-1, e Roberto Martínez analisou o percurso na conferência de imprensa que se seguiu ao encontro.
O selecionador começou por avaliar o desempenho na qualificação, deixando claro que, apesar do apuramento ter sido garantido, houve momentos a rever:
«Temos o aspeto de ter o apuramento no saco. Precisamos de saber porque é que não conseguimos vencer a Hungria e a Irlanda. É isso que é importante. Frente à Hungria, deixámos de jogar nos últimos 20 minutos, deixámos que a Hungria empatasse. Não foi falta de atitude ou falta de aspeto tático, foi o querer já ir ao Mundial. Na Irlanda acontece o mesmo. Tive a minha primeira derrota em 43 jogos de fases de apuramento Mundiais e uma derrota que não posso explicar pela parte técnica ou física. Posso explicar com vontade de ganhar o jogo e não saber como».
Abordou também a conquista da Liga das Nações, realçando o impacto desse título na maturidade competitiva da equipa:
«É esse aspeto que ajuda a preparar a equipa para o Mundial. Quando nos apurámos para o Euro 2024, a equipa não tinha a resiliência necessária para ganhar títulos. Na Liga das Nações já foi diferente. Reagimos quando Alemanha marcou em casa, quando a Espanha marcou, e ganhámos o torneio. É onde estamos agora».
Por fim, assumiu sem rodeios a ambição máxima para 2026:
«Temos de preparar bem o Mundial. A expectativa é dar tudo e usar os valores do povo português no relvado. A Seleção faz isso com talento. Vamos tentar ganhar o Mundial. Nunca foi feito e não é fácil. Temos de estar juntos. Quero agradecer todo o carinho que recebemos no hotel do Porto durante o dia seguinte à derrota na Irlanda. Foi difícil e o carinho ajudou».





