Reação de José Mourinho após a vitória do Benfica dá que falar no estrangeiro

A reacção explosiva de José Mourinho após o triunfo do Benfica sobre o Atlético CP (0-2), que garantiu a passagem aos oitavos de final da Taça de Portugal, espalhou-se rapidamente pela imprensa internacional. De Espanha à Turquia, multiplicaram-se os destaques para a dureza das críticas que o técnico dirigiu aos próprios jogadores.
Em Espanha, o diário As referiu-se à “explosão” do treinador, sublinhando que este considerou “inaceitável a atitude de alguns dos jogadores” na eliminatória disputada no Restelo. No Reino Unido, o Daily Mail classificou as palavras do português como “uma das suas típicas rajadas pós-jogo”, assinalando que, apesar da vitória perante uma equipa do terceiro escalão, Mourinho falou em “traição” e afirmou que “deveria ter feito nove substituições ao intervalo”.
O portal italiano Tuttomercatoweb destacou a forma como o técnico “trovejou” no final da partida, enquanto o turco Fanatik escreveu de forma directa que Mourinho “acusou os seus jogadores de traição”.
A conferência de imprensa justificou o eco global. Mourinho afirmou: “Na primeira parte, o Benfica não jogou, e, pior do que não ter jogado, foi não ter entrado em campo. E, pior do que não ter estado em campo, foi ter tantos jogadores com uma atitude que nem em treino é admissível. Não me consigo recordar de um único treino onde a atitude tivesse sido aquilo que foi hoje.”
Continuou explicando: “Logo desde o primeiro minuto, houve perdas de bola absolutamente ridículas. O Restelo é muito ventoso nesta altura do ano, sobretudo à noite, e complica bastante para quem joga contra o vento, mas tivemos muitos passes errados, os médios sem se oferecerem ao jogo, os avançados a baixar demasiado e a perdermos o controlo…”
Sobre o intervalo, detalhou: “Um jogo tão mau que me fez dizer aos jogadores que ia mudar quatro, e que não podia mudar cinco porque não podia jogar 45 minutos sem uma substituição no bolso, mas que gostaria de mudar nove. Para, na minha cabeça, ter vontade de mudar nove, era porque a coisa estava feia — não por estarmos em risco de ser eliminados, mas porque tenho um conceito de profissionalismo. Há coisas que me custam a entrar.”





