Presidente da APAF já reagiu à nomeação de João Pinheiro para o Mundial 2026

José Borges mostrou-se orgulhoso com a escolha de João Pinheiro para o Mundial2026, considerando que a nomeação reflete o trabalho desenvolvido pelo árbitro e pela sua equipa ao longo dos últimos anos. “Esta nomeação do João Pinheiro, bem como de toda a sua equipa de arbitragem, é um orgulho e o reflexo do trabalho que tem desenvolvido nestes últimos anos, muito projetado no seu papel nas finais em que esteve em 2025. É merecida a nomeação”, afirmou à Lusa.
O árbitro português integra o grupo de 52 juízes principais selecionados pela FIFA para dirigir os 104 jogos da competição, que se realiza entre 11 de junho e 19 de julho, nos Estados Unidos, Canadá e México. Portugal está inserido no Grupo K, juntamente com República Democrática do Congo, Colômbia e Uzbequistão. Esta será a estreia de João Pinheiro, de 38 anos, em fases finais sénior como árbitro principal, depois de presenças em competições jovens e de ter desempenhado funções como VAR no Euro2020 e quarto árbitro na final da Liga dos Campeões de 2024/25.
José Borges destacou ainda o impacto da nomeação no desenvolvimento da arbitragem nacional e na motivação das gerações mais jovens: “Esta nomeação de um árbitro principal espelha muito o trabalho desenvolvido pelos árbitros, dentro e fora do campo. É um trabalho árduo, que tem sido construído dia após dia. É também uma forma da própria formação de árbitros encarar isto como um pilar que pode ser alcançado”.
O presidente da APAF abordou também a possibilidade de João Pinheiro chegar longe na prova, ainda que isso possa colidir com o percurso da seleção nacional: “Para a arbitragem seria um sonho estar numa final, mas sabemos que a seleção também está no Mundial e o que isso significa. Queríamos ter ambos na final, não é possível, mas creio que o João Pinheiro vai dignificar e valorizar a arbitragem portuguesa. É um excelente árbitro, que trabalha muito e agora vai aproveitar este momento único”.
Por fim, comentou a ausência de árbitros portugueses na lista final para o VAR, depois de André Narciso ter estado entre os pré-selecionados: “Na área do VAR temos muitos árbitros bons para estar nesta lista anunciada pela FIFA. O facto de não estarmos, faz com que tenhamos de olhar como um caminho, melhorar e procurar outras oportunidades. Temos de trabalhar mais e evoluir para conseguir atingir esses objetivos que estão ao nosso alcance”.





