Paulo Fonseca já decidiu onde vai continuar a carreira

Paulo Fonseca confirmou que vai continuar no comando técnico do Lyon na próxima temporada, colocando fim às dúvidas sobre o futuro no clube francês.
“Tenho mais um ano de contrato. Não estou preocupado com essa situação [da renovação]. Temos tempo. Vou ficar. Não posso esquecer aquilo que o clube fez por mim, durante os meus nove meses de suspensão. Seria difícil ter mais apoio. Acho que o Lyon é um grande clube, com as suas dificuldades pontuais. Tenho ambição para o Lyon. Em primeiro lugar, ser mais competitivo, na próxima época”, afirmou em entrevista ao L’Équipe.
O treinador português fez ainda um balanço da temporada, marcada pelo quarto lugar na Ligue 1 e pelo apuramento para a terceira pré-eliminatória da Liga dos Campeões: “Terminar em quarto lugar, com tudo aquilo que aconteceu no início da época, é magnífico. Há, também, a frustração dos dois últimos jogos [derrotas com Toulouse, por 2-1, e Lens, por 0-4]. Eu estava preparado para isso. Contra o Rennes [vitória, por 4-2], toda a gente pensou que nós iríamos terminar no terceiro lugar”.
“Eu contive essa euforia e tentei manter o equilíbrio. Eu sabia que iria ser complicado. Conheço a minha equipa. Talvez não tenha apresentado a experiência necessária para enfrentar aqueles momentos de pressão. Eu senti que não fomos suficientemente fortes do ponto de vista mental”, acrescentou.
Sobre as arbitragens, Fonseca recusou desculpas, mas deixou críticas: “Eu não quero esconder-me atrás da arbitragem, mas considero que o Lyon foi vítima de várias decisões. Ouça, isto está a ser discutido em todas as redes sociais. Que outra equipa é que sofreu tanto?”
O técnico abordou ainda os problemas físicos do plantel: “Trabalhámos o aspeto físico. Não sou um grande defensor da periodização. Com esse método, aprendemos a fazer um pouco mais de trabalho físico. Quanto às lesões, existem diferentes situações. Houve traumáticas, como a de Malick Fofana. O regresso à competição envolveu sete jogadores, entre eles, Malick, Ernest [Nuamah] e Orel [Mangala]”.
“Eu esperava que eles regressassem mais cedo. O Malik, no final de janeiro, tal como o Ernest, e o Orel, em outubro. O Malik eram jogadores muito importantes, insubstituíveis. O próprio Afonso [Moreira] está lesionado, tal como o Pavel [Sulc] e o Coco [Tolisso]. Nestes últimos casos, por vários motivos”, prosseguiu.
Já sobre o futuro do clube, deixou um aviso: “Temos de ser realistas. O problema [financeiro] não terminou. Em 2025/27, era o ano 0. 2026/27 vai ser o ano 0,5. Nós precisamos de vender, porque não temos dinheiro para investir”.





