Para Renato Paiva, estes são os candidatos a vencer o Mundial 2026

Renato Paiva considera que Portugal integra o lote principal de candidatos ao Mundial 2026, ao lado de Argentina, Espanha e França, colocando ainda outras seleções num segundo patamar.
“Não vejo Portugal como ‘outsider’. No momento atual das seleções, sem ter em conta o historial, olho para dois patamares. Vejo a Argentina, atual campeã do Mundo e que tem sido muito uniforme a competir e ganhar, a Espanha, França e Portugal. Estas quatro no patamar superior de candidatura ao título”, afirmou.
Num segundo nível, apontou outras seleções fortes: “Depois vejo numa segunda linha, pelos atuais momentos de forma, uma Alemanha, que é sempre a Alemanha, a Inglaterra e o Brasil, que anda a tentar encontrar-se, mas que tem um trunfo muito forte que é Carlo Ancelotti, e de Ancelotti podemos esperar tudo”.
Sobre o particular frente ao México, antevê um adversário cauteloso: “Vamos encontrar uma seleção que vai ter a motivação de jogar em casa, num Estádio Azteca renovado e num país que adora o futebol. Acredito que vai dar a iniciativa do jogo e a bola a Portugal e depois tentar ataques rápidos ou contra-ataques para surpreender Portugal”.
O técnico sublinhou ainda a fase de construção dos mexicanos: “É uma incógnita, a seleção mexicana é uma seleção em construção. Aguirre não chegou há muito tempo e fez alguns testes em convocatórias. Manteve uma espinha dorsal, mas foi experimentando alguns jogadores. Mesmo estando a pouco tempo do Mundial, no México não se acredita que esta seja já a convocatória definitiva”.
Ainda assim, reconhece qualidade no adversário: “O México é uma equipa muito técnica, mas não é agressiva na abordagem do jogo e na abordagem ofensiva do jogo. Vai ser uma seleção em espera, com Portugal a assumir o jogo e a necessitar de ter alguns cuidados nos equilíbrios. Os mexicanos são evoluídos tecnicamente, com o goleador Jiménez na frente e extremos rápidos. Acho que vai este o perfil do jogo”.
Por fim, comentou o ambiente esperado: “Os estádios no México costumam estar cheios, vivem com paixão, mas moderada. Criam ambiente bom, mas não é aquele ambiente de clima hostil. Os nossos jogadores já apanharam ambientes bem mais difíceis e também não acredito que seja por aí que Portugal tenha problemas”.





