Os 5 motivos que levam o AC Milan a não despedir Rúben Amorim

Ruben Amorim atravessa o primeiro momento delicado desde que assumiu o comando do AC Milan. A derrota por 2-0 diante do Benfica, na estreia na Liga Europa, aumentou a pressão sobre o treinador português, que soma duas vitórias, dois empates e uma derrota nos primeiros cinco encontros.
Apesar do descontentamento crescente entre os adeptos, a continuidade de Amorim não estará, para já, em causa. Existem cinco fatores que ajudam a explicar a posição da direção italiana.
O primeiro está relacionado com Gerry Cardinale. Depois das experiências com Paulo Fonseca, Sérgio Conceição e Massimiliano Allegri, o proprietário decidiu assumir maior responsabilidade na definição do projeto desportivo e escolheu pessoalmente Ruben Amorim. Uma saída tão precoce representaria, por isso, reconhecer o fracasso dessa aposta.
Outro ponto importante prende-se com os poderes atribuídos ao português. Amorim chegou a Milão não apenas para orientar a equipa, mas também para ter influência em várias decisões desportivas, incluindo no mercado. Uma mudança de treinador obrigaria, assim, a reformular novamente parte do projeto.
A proteção dada por Cardinale também pesa. Desde a chegada de Amorim, o proprietário tem marcado presença frequente em Milanello e transmitido publicamente a ideia de que o técnico teria tempo para desenvolver o seu trabalho.
Há ainda o forte investimento realizado no verão. O Milan gastou mais de 150 milhões de euros em reforços, entre os quais Gonçalo Ramos e Diego Moreira, com Amorim a ter influência na construção do plantel. Entregar agora esses jogadores a outro treinador poderia colocar em causa todo o planeamento realizado.
Por último, surge o contrato. Ruben Amorim assinou até junho de 2029, com mais uma temporada de opção, naquele que é o vínculo mais longo oferecido por Cardinale a um treinador desde que chegou ao clube. Uma eventual saída antecipada teria também importantes consequências financeiras, nomeadamente ao nível da indemnização.
Amorim foi chamado para uma reunião com Gerry Cardinale após a derrota frente ao Benfica, na qual terá sido exigida uma reação rápida da equipa. Ainda assim, apesar da pressão provocada pelos últimos resultados, o treinador português continua a contar com a confiança da estrutura do AC Milan.





