José Mourinho reagiu à queixa da APAF após assim críticas à arbitragem “é um prazer…”

Na antevisão do jogo entre Benfica e Gil Vicente, relativo à 7.ª jornada da Primeira Liga, José Mourinho abordou a queixa da APF junto da Federação, feita na sequência das suas declarações sobre a arbitragem no último jogo, e refletiu sobre o tema.
O treinador explicou: «Queixa da APAF à Federação? Tenho de me adaptar. Tem sido uma característica minha. Agora a Liga Portuguesa é nova para mim. Tenho claro que a ofensa pessoal, pôr em causa a dignidade, não o posso fazer. E não o fiz. Se não posso criticar o trabalho do árbitro tal como milhões de pessoas criticam o meu trabalho, não penso que seja muito democrático. Não fiz nada que justifique qualquer tipo de ação disciplinar. Disse que o árbitro não teve influência no resultado do jogo, não disse que o golo tinha de ser validado. É o futebol dos dias de hoje. Se quiserem ser objetivos e for proibido falar dos árbitros, torna a missão mais fácil. Se me derem a diretiva de que é proibido falar do trabalho dos árbitros, facilita-me muito a vida.»
Mourinho sublinhou ainda a importância de elogiar os árbitros quando merece: «Antes do jogo não falo de árbitros. Não quero ostilizar, criar antagonismo ou um ambiente negativo, principalmente em casa. No fim do jogo, sinto-me no direito de elogiar – é um prazer elogiar árbitros, especialmente quando perco. Perdi com o Feyenoord e elogiei-o em Roterdão. Depois do jogo se sentir liberdade para fazer um comentário ao jogo, lúcido e pouco emocional, tenho o maior prazer. Poderei ajudar nalguma coisa. Desejo que depois do jogo com o Gil Vicente o árbitro foi um grande árbitro. É a coisa que mais prazer me dá.»





