Jornalista inglês diz que Ruben Amorim está a ser ridicularizado por Carrick

Ruben Amorim continua a marcar a atualidade do Manchester United, mesmo três semanas depois de ter sido afastado do comando técnico, na sequência do empate frente ao Leeds, em Elland Road, e da polémica conferência de imprensa que se seguiu.
Na rádio britânica talkSPORT, o jornalista Alex Crook utilizou o seu espaço de opinião para tecer duras críticas ao técnico português, defendendo que Michael Carrick “ridicularizou Ruben Amorim” com a vitória sobre o Arsenal, por 2-3, no Emirates Stadium — um palco onde o United não vencia para a Premier League desde 2017, ano em que José Mourinho ainda orientava a equipa. Um triunfo que surgiu depois do êxito frente ao Manchester City, por 2-0.
“Michael Carrick só está no cargo há duas semanas, e já conseguiu superar taticamente o grande Pep Guardiola e acabar com o azar de nove anos da Premier League, no Emirates Stadium, mas talvez o seu feito mais impressionante tenha sido transformar Patrick Dorgu de uma figura de escárnio, mesmo entre os próprios adeptos, num marcador de golos espantosos em grandes jogos”, escreveu Crook.
O jornalista sublinhou ainda o peso simbólico da vitória frente aos gunners: “Apesar de já não ser um medir de forças entre dois rivais diretos na luta pelo título, derrotar o Arsenal na sua própria casa pela primeira vez desde que José Mourinho se sentou, no banco de suplentes, em 2017, ainda era algo de bradar aos céus para aqueles que acompanham a equipa. Os adeptos do Manchester United tiveram a sua quota parte de miséria, na metade vermelha de Londres, nos últimos anos, por isso, não é admirar que continuassem a cantar o nome do novo treinador, muito depois do apito final”.
Na comparação direta com Amorim, Crook foi particularmente incisivo no caso de Patrick Dorgu: “A maneira como Carrick encontrou maneira de retirar o melhor de um anteriormente trapalhão Dorgu é apenas um exemplo de como está a deixar o seu antecessor, Ruben Amorim, pelo caminho. Enquanto que Amorim criticou publicamente Dorgu, por não conseguir replicar a forma na Dinamarca com a camisola do Manchester United, para horror de quem lhe paga, Carrick ofereceu confiança ao seu jogo, para invocar golos tão fantásticos como aquele que testemunhámos”.
As críticas estenderam-se também à gestão de Kobbie Mainoo. “Se mais provas faltassem sobre como a gestão de homens de Carrick está a ridicularizar Amorim, que ainda não comentou publicamente a sua saída, olhem para Kobbie Mainoo”, escreveu, antes de apontar: “A referência da famosa academia de formação do United, marcador do golo da vitória numa final da Taça de Inglaterra dominada por Manchester e parte da seleção de Inglaterra que chegou a uma final de Campeonato da Europa, não foi titular num único jogo da Premier League, esta temporada, sob as ordens de Amorim”.
Crook foi ainda mais longe na crítica ao antigo treinador: “A recusa de Amorim em utilizar Mainoo, porque não encaixava no sistema que, no final, se revelou a sua ruína, era, por si só, uma ofensa digna de demissão”. Em contraste, destacou o impacto imediato de Carrick: “Em dois jogos sob o leme de Carrick, Mainoo parece um jogador renascido, e ainda pode forçar a entrada na lista de convocados de Thomas Tuchel para o Campeonato do Mundo”.
Na conclusão, o jornalista apontou o abandono do modelo tático anterior como decisivo: “É claro que a maior vitória de Carrick, até ao momento, foi abandonar o fracassado sistema de 3x4x3 de Amorim, o que conduziu a cinco golos em dois jogos contra dois rivais históricos, os dois primeiros classificados da tabela. Ao passo que o futebol, sob as ordens do português, era, demasiadas vezes, trabalhado e letárgico, há uma nova estratégia nos red devils de Carrick, assim como uma clara ligação entre adeptos e jogadores”.





