João Gabriel volta a lançar um duro e polémico ataque a Rui Costa

João Gabriel voltou a criticar a liderança do Benfica, acusando Rui Costa de manter o clube num padrão de reação sem consequências práticas, sublinhando que o “clube fica preso a um ciclo estéril de indignação performativa para consumo externo” e acaba por dar “palco (…) a quem o desrespeita”.
Numa publicação, recorda episódios recentes para sustentar a crítica e destaca uma alegada incoerência institucional: “No aniversário do clube – ao mesmo tempo que Rui Costa voltava a exigir respeito – Pedro Proença sentava-se na primeira fila da gala institucional mais simbólica do clube. O Benfica ofereceu palco, honra e centralidade institucional a quem — desde que chegou à FPF — o desrespeita. Não é apenas incoerente. É incompreensível. Tudo isto corrói, de forma ostensiva, a autoridade de qualquer instituição ou líder. De Rui Costa, Proença já teve o que queria. Talvez daqui a três anos, quando a nova campanha para a FPF se aproximar, volte a dar-lhe importância. Até lá, iremos de ‘murro na mesa’ em ‘murro na mesa’ até ao naufrágio final.”
No texto completo, intitulado “Indignação performativa”, João Gabriel aponta que o “permanente ‘agarrem-me senão eu vou’ — para depois ficar tudo na mesma, ou até recuar — passou a ser a marca desta direção do SL Benfica e do seu presidente”, alertando que quando o clube “ameaça, mas não age em conformidade, o efeito é o inverso”.
Recua a maio de 2025 para lembrar que, após “um erro de arbitragem grosseiro que adulterou o resultado do jogo”, o Benfica tomou uma posição firme, anunciando medidas e até a suspensão de colaboração com estruturas do futebol português, mas considera que “Parecia um momento de rutura. Parecia, mas não foi. Foi um ‘basta’ inflamado, mas absolutamente inconsequente.”
Mais tarde, já em contexto eleitoral, Rui Costa repetiu o discurso, tendo “Falou em evidências, exigiu respostas ao Conselho de Arbitragem e à FPF, denunciou a dualidade de critérios e reiterou a necessidade de ‘respeito’”, mas, segundo João Gabriel, “nada mudou”, com “as palavras” a perderem-se após as eleições, enquanto “prevaleceu o silêncio e a indiferença em relação às exigências vindas da Luz”, acrescentando ainda que “O tal ‘projeto’ que se apoiou de forma cega para não ir em ‘contramão’, atropelou o Benfica de forma dolosa ou negligente, tanto faz!”.





