Já se sabe o que levou à bombástica declaração de Ruben Amorim que deu no seu despedimento

Cinco dias após a saída de Ruben Amorim do Manchester United, começam a surgir mais detalhes sobre o que levou à decisão dos dirigentes, tomada depois do empate frente ao Leeds e, sobretudo, após a conferência de imprensa marcada por forte tensão. Nessa ocasião, o técnico português fez questão de sublinhar repetidamente que ocupava o cargo de manager e não apenas de treinador, utilizando o termo por quatro vezes — algo que, agora se sabe, teve um motivo concreto.
De acordo com o The Sun, a origem do conflito esteve num comentário feito por Jason Wilcox, diretor para o futebol, nos corredores do centro de treinos, ao referir-se a si próprio como o “manager” do Manchester United. Essa descrição colocaria Amorim num papel secundário, reduzido a simples treinador. Não é claro se a expressão foi usada diretamente numa reunião realizada na sexta-feira, na qual o português terá estado “fora de si”, mas no dia seguinte, perante os jornalistas, deixou clara a sua posição.
“Malta, parem com isto, já reparei que recebem informações seletivas sobre tudo. Vim para aqui para ser o ‘manager’ do Manchester United, não para ser o treinador do Manchester United. E isso é claro. Sei que o meu nome não é Tuchel, não é Conte, não é Mourinho, mas sou o ‘manager’ do Manchester United. (…) Só quero dizer que sou o ‘manager’ desta equipa, não apenas o treinador. Fui muito claro quanto a isso. E isto vai durar 18 meses e depois todos seguirão em frente. Era este o acordo. E será assim durante 18 meses, ou até que a direção decida mudar. Então, esse era o meu ponto, quero terminar com isto. Não vou desistir. Farei o meu trabalho até que outra pessoa me venha substituir”, afirmou na conferência.
Dois dias depois dessas declarações, Ruben Amorim foi oficialmente despedido do comando técnico dos red devils.





