Já foi avaliado em 160 milhões de euros e agora está sem clube e corre o risco de ser preso

Raheem Sterling, hoje com 31 anos, vive um dos períodos mais complicados da carreira: está sem clube e enfrenta um processo judicial que pode resultar em dois anos de prisão, depois de um acidente rodoviário em maio, ao volante de um Lamborghini, em que colidiu com barreiras numa autoestrada inglesa e foi encontrado na posse de óxido nitroso (“droga do riso”). Em setembro, declarou-se culpado.
O contraste com o passado é enorme. Sterling chegou a valer 160 milhões de euros (avaliação do Transfermarkt em 2019) e conquistou quatro títulos de Premier League, além de cinco Taças da Liga, uma Supertaça e uma Taça de Inglaterra. Revelado no Liverpool, onde ganhou o prémio de Golden Boy em 2014, foi vendido ao Manchester City por 63,7 milhões de euros e viveu ali o auge da carreira — em 2020, Pep Guardiola chegou a descrevê-lo como um dos melhores jogadores que já treinou, e o próprio inglês terminou uma época entre os 12 primeiros da Bola de Ouro, além de ter sido eleito o melhor do plantel citizen.
A queda começou com a saída para o Chelsea em 2022, por 56,2 milhões de euros, onde nunca se afirmou. Seguiu-se um empréstimo ao Arsenal, também sem sucesso, e a rescisão de contrato que o levou ao Feyenoord, clube que também deixou sem se destacar. O seu último golo remonta a 25 de setembro de 2024, pelo Arsenal, na Taça da Liga inglesa.
Este verão, apesar de ainda ter apenas 31 anos, não conseguiu encontrar clube — um desfecho que soma à polémica judicial que agora enfrenta.





