Irão obrigado a abandonar os EUA mal acabou o jogo e Taremi foi barrado

A seleção do Irão foi obrigada a abandonar os Estados Unidos logo após o empate frente à Nova Zelândia (2-2), na estreia no Mundial, regressando ao México, onde está instalado o seu quartel-general. O selecionador Amir Ghalenoei criticou a decisão, afirmando que a equipa não teve tempo suficiente para recuperar fisicamente antes da viagem para Tijuana.
O técnico mostrou-se incompreendido com a situação, referindo que o plano inicial passava por permanecer mais uma noite em Los Angeles e regressar apenas no dia seguinte. Ghalenoei considerou ainda que o Irão é a “equipa mais oprimida deste Mundial”, sugerindo que decisões externas estão a condicionar a preparação da seleção.
Também Mehdi Taremi apelou à intervenção da FIFA, classificando a situação como um “desastre”. O capitão iraniano revelou que a equipa perdeu cerca de cinco horas entre deslocações e controlos de segurança entre Tijuana e Los Angeles, considerando que estas dificuldades prejudicam o rendimento desportivo.
Ghalenoei acrescentou que vários jogadores sofreram cãibras durante o encontro, atribuindo esse problema aos atrasos na viagem e à falta de tempo para recuperação. O Irão já tinha enfrentado obstáculos antes da competição, com vários elementos do staff, incluindo dirigentes e jornalistas, a verem recusados os vistos de entrada nos Estados Unidos.
A seleção iraniana volta a competir no domingo, diante da Bélgica, em Inglewood, encerrando depois a fase de grupos frente ao Egito, em Seattle.
🚨 « CE N’EST PAS UNE COMPÉTITION ÉQUITABLE. » 😤
Mehdi Taremi 🇮🇷 et ses coéquipiers iraniens se disent ÉPUISÉS des voyages, des entrainements et des contrôles d’immigration et de transit qui DURENT 5 HEURES. 😩 pic.twitter.com/jm1Qhy6S09
— Actu Foot (@ActuFoot_) June 16, 2026





