Imprensa italiana deu destaque à formação do Benfica antes do jogo contra o AC Milan

O trabalho desenvolvido pelo Benfica na formação voltou a merecer destaque internacional. A imprensa italiana colocou o Seixal em evidência antes do encontro entre os encarnados e o AC Milan, analisando o modelo que tem permitido ao clube lançar vários jogadores para o mais alto nível do futebol europeu.
Um dos números que mais chama a atenção está relacionado com as transferências. Na última década, o Benfica já terá conseguido mais de 600 milhões de euros com jogadores provenientes da formação. Apesar do impacto financeiro, Guilherme Müller, responsável pelo desenvolvimento da formação encarnada, garante que esse não é o principal propósito do projeto.
«A nossa missão não é vender jogadores, mas desenvolvê-los para chegarem à equipa principal», explicou.
O dirigente apontou a infraestrutura e o capital humano como os dois grandes pilares da estratégia. Além do Adidas Futebol Campus, o Benfica dispõe de vários centros de formação espalhados pelo país, seguindo uma metodologia comum denominada «Formar à Benfica». O clube procura ainda avaliar o potencial de cada jovem para lá do rendimento imediato, disponibilizando acompanhamento psicológico aos atletas e às respetivas famílias para ajudar na gestão das expectativas.
Atualmente, cerca de 600 jovens fazem parte do programa competitivo dos encarnados e existe uma meta definida: promover, pelo menos, dois jogadores por temporada à equipa principal.
A dimensão do Campus do Seixal também foi detalhada. Considerado um dos centros de treino mais modernos da Europa, conta com nove campos, três deles de relva sintética, e um edifício destinado à formação que inclui 86 quartos, ginásios, auditórios, piscinas e outras estruturas de apoio aos jovens futebolistas.
Entre os exemplos do sucesso da academia surgem Ruben Amorim, Gonçalo Ramos e Diego Moreira, todos com passagem pelas camadas jovens do Benfica. Tomás Araújo, vencedor da Youth League em 2021/22, também foi destacado, tendo anteriormente classificado a chegada à equipa principal como «a concretização de um sonho», além de valorizar a vertente humana do processo de formação.
Os encaixes obtidos com alguns dos principais talentos lançados pelo clube ajudam igualmente a demonstrar o peso do Seixal. João Félix lidera a lista, depois de ter sido transferido para o Atlético de Madrid por 126 milhões de euros. Seguem-se Rúben Dias, vendido ao Manchester City por 71 milhões, João Neves, que rumou ao PSG por 66 milhões, e Gonçalo Ramos, por 65 milhões de euros mais bónus.
Victor Lindelöf e Renato Sanches renderam 35 milhões de euros cada nas transferências para Manchester United e Bayern Munique, respetivamente, enquanto Bernardo Silva saiu para o Monaco por 15,7 milhões e João Cancelo para o Valência por 15 milhões.
Os números, as infraestruturas e a quantidade de jogadores que chegaram ao futebol de elite ajudam assim a explicar por que motivo o Seixal continua a ser apontado como uma das principais fábricas de talento do futebol europeu.





