Imprensa inglesa revelou detalhes curiosos sobre a saída de Rúben Amorim do Sporting para o Manchester United

Um ano após a chegada de Ruben Amorim a Old Trafford, o The Athletic revelou os bastidores da sua contratação pelo Manchester United, então treinador do Sporting.
Tudo começou a 18 de outubro, em Sevilha, onde Amorim e o seu agente, Raul Costa, se encontraram de forma discreta com os dirigentes Jason Wilcox, Dan Ashworth e Omar Berrada. O técnico português tinha viajado desde Portimão, após um jogo da Taça de Portugal, enquanto os representantes do clube inglês chegaram em jato privado. A reunião, realizada numa casa particular, prolongou-se por cinco horas.
Durante o encontro, Amorim expôs a sua visão do jogo, a aposta no sistema de três centrais e a flexibilidade tática que o caracteriza. O seu carisma, a clareza nas ideias e a forma como comunica com jogadores de diferentes perfis impressionaram os dirigentes ingleses. Ainda assim, o treinador questionou várias vezes o timing da abordagem: “Porquê agora e não no fim da época?”
O United acreditava que a entrada a meio da temporada permitiria a Amorim adaptar-se mais rapidamente à Premier League. Dias depois, Omar Berrada iniciou as negociações com o agente do treinador, já com a certeza de que o português era o alvo certo. O facto de Hugo Viana, amigo próximo de Amorim, estar a caminho do Manchester City aumentou o receio em Old Trafford de o ver, no futuro, como sucessor de Guardiola.
A 25 de outubro, tudo ficou acordado, mas Amorim ainda hesitava devido ao bom momento do Sporting. No dia seguinte, respondeu com um simples “aceito”. Seguiram-se contactos oficiais com os leões: Berrada viajou anonimamente para Lisboa e reuniu-se com Hugo Viana e Francisco Salgado Zenha. Após duas rondas de negociações, o United concordou em pagar 11 milhões de euros – ligeiramente acima da cláusula de rescisão.
A transferência foi oficializada a 1 de novembro de 2024. Curiosamente, Amorim não figurava entre as primeiras opções para substituir Erik ten Hag; nomes como Tuchel, Pochettino, De Zerbi, Thomas Frank, Graham Potter e Marco Silva lideravam a lista. No entanto, a capacidade de liderança e a visão moderna do treinador português acabaram por conquistar o clube.





