Gustavo Correia fez uma acusação falsa contra Mário Branco e agora deu-se muito mal

O Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol aplicou uma repreensão ao árbitro Gustavo Correia por violação dos deveres de exatidão, rigor e verdade, na sequência do relatório do encontro entre Famalicão e Benfica, da antepenúltima jornada do último campeonato.
O processo foi aberto após uma participação disciplinar apresentada pelo Benfica e por Mário Branco, que contestaram a descrição feita pelo árbitro. Embora o diretor-geral encarnado não tenha negado os insultos dirigidos à equipa de arbitragem, rejeitou ter tentado aproximar-se fisicamente dos árbitros ou ter sido travado por elementos de segurança, como constava no relatório.
A análise das imagens de videovigilância confirmou que Mário Branco nunca se aproximou da equipa de arbitragem nem foi impedido por polícias ou assistentes de recinto, levando o Conselho de Disciplina a concluir que Gustavo Correia relatou factos desconformes com a realidade. Mais tarde, o árbitro admitiu ter cometido um erro de identificação.
Apesar disso, o Conselho de Disciplina afastou a acusação de falsificação de relatório, considerando que não ficou provado que Gustavo Correia tivesse agido com intenção de mentir ou de alterar deliberadamente os factos. Assim, foi apenas sancionado com uma repreensão, ao abrigo do artigo relativo ao incumprimento dos deveres gerais dos árbitros.





