Grupo de sócios do Benfica avançou para tribunal para tentar impugnar uma AG

Um grupo de sócios do Benfica avançou com uma ação judicial para tentar anular a Assembleia Geral de 3 de janeiro de 2026, na qual foi aprovada a construção do Benfica District com cerca de 60% dos votos. A contestação não incide sobre o resultado da votação, mas sim sobre o método utilizado, defendendo que o recurso ao voto eletrónico não está previsto nos estatutos do clube.
Entre os autores da ação estão Gonçalo Almeida Ribeiro, João Ferreira Leite, João Marecos, Ana Cristina Santos Silva, Márcia Vala e Pedro Cardigos dos Reis, entre outros.
Num comunicado, os seis juristas e sócios explicam que, semanas antes da AG, enviaram 12 questões ao presidente da Mesa da Assembleia Geral sobre a legalidade do modelo de participação e votação, sem obter resposta. Alegam ainda que a MAG implementou um sistema de voto através de urnas eletrónicas e de uma aplicação móvel sem garantias suficientes de controlo e fiabilidade, apesar de os sócios terem anteriormente rejeitado esse modelo.
Os signatários afirmam ter existido vários relatos de irregularidades durante a votação e consideram que o formato remoto desvirtuou a natureza deliberativa da Assembleia Geral. O objetivo da ação, sublinham, é defender a legalidade e a integridade democrática do clube, esperando que a votação sobre o Benfica District tenha de ser repetida.





