Forçou saída do Benfica, está em destaque em Itália e não mudaria nada “não me arrependo…”

Cher Ndour fez um balanço do seu percurso numa entrevista à Gazzetta dello Sport, numa altura em que inicia a segunda temporada completa ao serviço da Fiorentina. Aos 21 anos, o médio italiano recordou as várias etapas da carreira, desde a formação em Itália até à passagem pelo Benfica, PSG e o regresso ao seu país, onde se afirmou como titular da equipa de Florença.
Depois de sete anos na Atalanta e de ter recusado a Juventus, Ndour mudou-se para o Benfica para concluir a formação. Apesar de apenas ter realizado um jogo pela equipa principal, seguiu para o PSG, passando depois por empréstimos ao SC Braga e ao Besiktas, antes de regressar a Itália. Na última época, destacou-se na Fiorentina com 47 jogos, sete golos e três assistências, chegando também à seleção italiana.
Sobre a decisão de sair de Itália para representar o Benfica, explicou: «Pelo meu caráter, tenho tendência a estagnar, preciso de estímulos. O Benfica trabalha bem com os jovens, e aceitei também graças aos meus pais, que me apoiaram. Os primeiros meses foram difíceis, havia a pandemia Covid-19 e fazíamos tudo por videochamada…»
O internacional italiano garantiu ainda que a experiência no estrangeiro foi determinante para o seu crescimento: «Os cinco anos e meio que passei no estrangeiro fizeram-me crescer como pessoa e amadurecer. Falo quatro línguas e joguei em quatro campeonatos diferentes. A Fiorentina é um grande clube, tem um centro desportivo de altíssimo nível e aposta nos jovens.»
Ndour recordou igualmente a escolha de não assinar pela Juventus quando tinha 13 anos, afirmando: «Nunca me arrependo das escolhas que faço. Naquela altura, era certo ficar na Atalanta, onde tinha entrado na formação aos 10 anos. Era demasiado novo para me mudar para um internato. Depois, venci a Juventus nos penáltis na meia-final da Youth League com o Benfica e, este ano, marquei em Turim: a maior alegria, a par do golo contra a Inter, talvez um pouco mais por causa da rivalidade histórica entre as claques.»
Sobre a passagem pelo PSG, destacou a convivência com algumas das maiores figuras do futebol mundial: «Aos 18 anos, dei por mim num balneário incrível, foi como fazer carreira no jogo FIFA. Estava apreensivo, mas todos me receberam bem, a começar pelo Donnarumma. O Mbappé nos treinos é idêntico ao que é quando joga: vai a mil à hora e marca golos de qualquer posição. O Luis Enrique impressionou-me: pouca ginástica e pouco trabalho aeróbico, tudo técnica.»
Por fim, revelou as suas principais referências no futebol: «O Cristiano Ronaldo pela mentalidade, mas na minha posição sempre adorei o Pogba. É um jogador fantástico.»





