Flamengo tenta ganhar na secretaria e ir à final da Libertadores tudo por causa de um ex-Sporting

O Flamengo apresentou uma reclamação formal à Conmebol, na tentativa de conseguir um lugar na final da Taça Libertadores, depois de ter sido eliminado pelo Estudiantes nas grandes penalidades (2-3), no Maracanã. Em causa está a utilização de Marcos Rojo, antigo defesa do Sporting, cuja inscrição na competição tinha sido recusada pela entidade que tutela o futebol sul-americano.
O clube brasileiro, orientado pelo português Leonardo Jardim, considera que a participação do defesa argentino de 36 anos foi irregular e pretende que o Estudiantes seja penalizado com uma derrota por 3-0, resultado que permitiria ao Flamengo seguir para a final da competição.
A polémica começou quando Marcos Rojo deixou o Racing, na sequência de divergências com Diego Milito, presidente do clube e antigo avançado do Inter de Milão. O jogador acabou por reforçar o Estudiantes, tendo sido inscrito no campeonato argentino para ocupar a vaga deixada pelo lesionado Gabriel Neves.
Contudo, a Conmebol rejeitou a inscrição do antigo jogador dos leões na Libertadores, por considerar que o período de ausência de Gabriel Neves não cumpria os requisitos necessários para permitir a substituição de jogadores na lista de inscritos.
Perante esta decisão, o Estudiantes recorreu ao Tribunal Arbitral do Desporto (TAS), que autorizou a participação de Marcos Rojo na competição. O defesa foi mesmo titular no lado esquerdo da defesa diante do Flamengo, na primeira mão das meias-finais, tendo abandonado o relvado aos 77 minutos.
Entretanto, a direção do Flamengo terá tido conhecimento de que o TAS, ao conceder autorização para a utilização do jogador, deixou formalmente estabelecido que o Estudiantes assumiria a responsabilidade por eventuais consequências legais ou disciplinares relacionadas com a sua participação.
É precisamente neste ponto que o emblema brasileiro sustenta a reclamação apresentada à Conmebol. O Flamengo entende que a autorização concedida pelo TAS não se sobrepõe aos regulamentos da confederação e que a utilização de Marcos Rojo deve ser considerada irregular.
Para fundamentar a sua posição, o clube invoca o artigo 19.º do Código Disciplinar da Conmebol, que estabelece que “qualquer equipa cuja responsabilidade determine o resultado de uma partida, será considerada derrotada desse encontro por 3-0”.
Caso a reclamação seja aceite, o Flamengo poderá beneficiar de uma vitória administrativa por 3-0, suficiente para garantir a presença na final da Libertadores, uma vez que a segunda mão terminou empatada a zero no tempo regulamentar, antes da eliminação dos brasileiros no desempate por grandes penalidades.





