FIFA esteve no Estádio do Dragão e já é conhecido o motivo

O Estádio do Dragão recebeu, esta sexta-feira, uma delegação da FIFA, numa visita integrada nos preparativos para o Campeonato do Mundo de 2030, que terá Portugal, Espanha e Marrocos como países organizadores. A comitiva avaliou as condições do recinto do FC Porto, bem como as intervenções de modernização que estão a decorrer nas instalações.
A visita contou com representantes da FIFA, do Governo português, da Federação Portuguesa de Futebol, da Câmara Municipal do Porto e do FC Porto, tendo servido para analisar as necessidades operacionais e as adaptações exigidas para acolher jogos de uma competição desta dimensão.
Heimo Schirgi, responsável pelas operações dos eventos da FIFA, mostrou-se bastante satisfeito com as condições encontradas, destacando a experiência do clube portista na realização de grandes acontecimentos desportivos.
“Para nós, não tem preço. Temos como parceiro um clube que já operou ao mais alto nível, não só nos jogos do campeonato ou nos jogos europeus como finais da Liga dos Campeões. Para nós é muito valioso ter essa experiência”, afirmou o dirigente, que descreveu o Estádio do Dragão como “uma casa totalmente funcional”, embora reconheça a necessidade de acrescentar algumas estruturas e soluções operacionais específicas para o Mundial.
Por parte do FC Porto, o vice-presidente João Borges considerou a realização do Campeonato do Mundo uma oportunidade importante para o crescimento do clube e da região. O dirigente revelou que, em pouco mais de um ano, foram investidos mais de 32 milhões de euros na renovação das infraestruturas e na modernização tecnológica do estádio.
“O Mundial 2030 não é um fim. Queremos melhorar a nossa infraestrutura para poder servir o Mundial 2030, mas esse é apenas o ponto de partida para que o Estádio do Dragão possa servir por mais de 20 anos”, explicou João Borges, que vê também nesta competição uma possibilidade de aumentar a projeção internacional do FC Porto.
Pedro Dias, secretário de Estado da Cultura, Juventude e Desporto, destacou igualmente a importância da organização do torneio, classificando-o como “o maior evento de uma modalidade desportiva no nosso planeta”.
“Em termos desportivos o Mundial tem um impacto muito grande, mas também tem impacto a outros níveis, como o económico. A FIFA, por exemplo, tem quatro mil pessoas a trabalhar neste projeto. Este evento vai colocar o nosso país no centro das atenções mediáticas”, salientou.
Também Rodrigo Passos, vereador do Desporto da Câmara Municipal do Porto, abordou os desafios associados à realização do Mundial na cidade, apontando a mobilidade e os acessos ao estádio como algumas das principais prioridades.
“O grande desafio que levamos a cabo neste mandato é a questão da mobilidade. O FC Porto e o Estádio do Dragão são o grande desafio da cidade, uma vez que, de duas em duas semanas, temos 40 mil pessoas a vir ao estádio”, referiu.
O autarca destacou ainda os projetos que estão a ser desenvolvidos para melhorar a rede de transportes públicos e facilitar a circulação nas imediações do recinto portista, procurando garantir que a cidade estará preparada para receber milhares de adeptos durante o Mundial de 2030.





