FC Porto reagiu ao pesado castigo “parece gozo, mas não é…”

O Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol aplicou ao FC Porto uma multa de 17.850 euros por “lesão da honra e da reputação dos órgãos da estrutura desportiva e dos seus membros”, na sequência de declarações publicadas na newsletter Dragões Diário de 17 de fevereiro. A decisão foi anunciada esta sexta-feira e já mereceu reação do presidente portista, André Villas-Boas, que demonstrou surpresa com o castigo.
Na referida publicação podia ler-se: «Concluída mais uma jornada do campeonato, o FC Porto continua à frente de um adversário proibido por decreto de perder pontos. A equipa mais beneficiada pelos erros infelizes dos árbitros voltou a ser levada ao colo frente ao Famalicão», numa referência aos leões, estendendo também críticas a Frederico Varandas, Morten Hjulmand e ao Benfica. O texto acrescentava ainda: «Não surpreende o silêncio cúmplice no outro lado da Segunda Circular – que clama por ainda mais penáltis – nesta Santa Aliança que visa tentar derrubar o FC Porto de todas as maneiras».
Perante a sanção, André Villas-Boas comentou o caso no editorial da revista Dragões de fevereiro: «Recebemos com surpresa a decisão do Conselho de Arbitragem da FPF de apresentar queixa do FC Porto pelo artigo informativo publicado na Dragões Diário que, segundo o órgão, atenta contra a dignidade e a honra dos membros que governam o Conselho de Arbitragem. A frase ‘Parece que alguém manda na arbitragem em Portugal e claramente não são os seus dirigentes’ foi considerada mais lesiva do que aquela, entretanto arquivada pelo Conselho de Disciplina, que afirmava, perentoriamente, que Pedro Proença, Duarte Gomes, Nuno Almeida e João Capela trabalhavam a mando de alguns presidentes de clubes. Parece gozo, mas não».





