Esteve perto do Benfica, foi para o Liverpool e agora está a ser arrasado

Gary Neville criticou a exibição do Liverpool após a derrota frente ao Brentford (3-2), que fez cair a equipa de Arne Slot para o sétimo lugar da Premier League, a sete pontos do líder Arsenal. O antigo capitão do Manchester United apontou o dedo especialmente a Milos Kerkez, reforço de verão contratado ao Bournemouth por 47 milhões de euros, defendendo que o lateral-esquerdo «tem de ser retirado».
«Penso que começa a haver bastantes jogos nos quais sinto que eles podiam ter vencido ou dado a volta, se tivessem aproveitado as oportunidades de que dispuseram. No início da temporada, senti que os laterais não eram os adequados, e talvez [Ibrahima] Konaté não o fosse, por vezes, mas [Virgil van Dijk] estava a segurá-lo, juntamente com Alisson [Becker], na baliza», referiu Neville à Sky Sports.
O antigo internacional inglês acrescentou que o problema não está apenas no lado esquerdo: «Logo aí, têm dois jogadores de classe mundial, mas o vírus está a espalhar-se. Não tem apenas a ver com a ala esquerda, mas penso que está a tornar-se numa preocupação. O lateral-esquerdo, Kerkez, marcou, mas, ao observá-lo, concluo que tem de ser retirado. Também me preocupa a ala direita».
Neville aproveitou ainda para abordar as dificuldades defensivas da equipa e comparou a situação atual do Liverpool à que viveu no Manchester United: «[Jeremie] Frimpong não é um lateral direito. Conor Bradley tem dado tudo o que tem, e eu sou um apoiante disso mesmo, porque penso que há muito talento por ali, mas é difícil, quando a tua equipa está a sofrer golos e a pressão começa a aumentar».
«Nós passámos por períodos de loucos, onde sofríamos golos e parecia sempre que iríamos conseguir marcar, mas estávamos por todo o lado. Lembro-me de este tipo de coisas acontecerem. [Sir Alex Ferguson] colocava John O’Shea na ala esquerda e eu ia para a direita, ou então ia Wes Brown. Quase ficávamos com quatro médios e afunilávamos o meio-campo, para os tornar mais sólidos».
O agora comentador defendeu que o Liverpool precisa de voltar ao essencial: «Parece bastante defensivo e um regresso ao básico, mas, por vezes, tens de fazer isso mesmo, quando tudo está de loucos e caótico. É por esse motivo que o Liverpool tem de encontrar aquela base que, no final, consiga manter uma linha de quatro sólida, que previna espaços, ganhe duelos e bolas paradas, sem conceder golos fáceis e jogando mais rápido, para a frente».





