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Embaixador português faz duras criticas à insistência da FPF em Fernando Santos “há pequenez”

Vítor Sereno, embaixador de Portugal no Japão, fez duras criticas à Federação Portuguesa de Futebol e a Fernando Santos. Para o embaixador, o selecionador nacional devia ter colocado o cargo à disposição assim que foi eliminado do mundial.

“A insistência da FPF em Fernando Santos é doentia e vice-versa. Agarrar-se ao cargo e não colocar imediatamente o lugar à disposição é sintomático”, disse Vítor Sereno.

A mensagem do embaixador Vítor Sereno:

“É triste perder desta maneira. Principalmente quando estamos longe da nossa pátria.

Um treinador que não soube sair por cima quando tinha tudo para o fazer. Como Campeão Europeu e vencedor da I Liga das Nações ficaria para sempre na história. Eu próprio votaria e faria lobby para que rotundas pelo país inteiro tivessem o seu nome.

Assim, sairá por baixo, refém da sua incapacidade táctica, do medo, da incoerência, mas sobretudo da sua pequenez.

A insistência da FPF em Fernando Santos é doentia e vice-versa. Agarrar-se ao cargo e não colocar imediatamente o lugar à disposição (basta olhar para Luís Enrique, Tite ou Roberto Martinez) é sintomático.

A capacidade de nos deitarmos abaixo é a nossa pior característica. O único, até hoje, que vi a tentar mudar o paradigma deste estado de depressão constante, alternado com estados de euforia, foi Cristiano Ronaldo. O melhor embaixador de Portugal (conheço-os todos: é inigualável) e o único que nunca teve vergonha de assumir que nós, os portugueses, quando queremos, chegamos ao topo do mundo.

Cristiano é muito mais do que Portugal e, no fundo, isso chateia-nos. É mais fácil nivelarmo-nos pela mediocridade do que pela excelência – tive um colega mais velho, há muitos anos, que me dizia para não trabalhar tanto porque isso obrigava os outros a fazer igual ou melhor…

Cristiano Ronaldo dos Santos Aveiro é, apenas, o melhor jogador de futebol de todos os tempos, obcecado com vitórias, recordes, títulos, mas acima de tudo, obcecado com o seu país. Na sua cabeça – que deveria ser a de todos nós – com trabalho, dedicação e suor, conseguimos ser melhores. Um país que não tenha vergonha de si mesmo. Que não seja ensimesmado. Que lute até à última gota pelo sucesso. No fundo, aquilo que Ronaldo sempre fez desde que saiu da Madeira, sozinho, com 11 anos.

No próximo mundial CR7 não estará. Pois que fique o seu exemplo para toda uma geração de futebolistas e, já agora, para todos nós que temos responsabilidades públicas. Que saibamos defender e representar o país, tão bem como ele o fez toda a sua vida.”