Eis o clube que mais gastou no mercado de transferências de inverno

O Manchester City voltou a ser o clube que mais investiu na janela de transferências de inverno 2025/26, repetindo o estatuto de principal gastador entre os emblemas europeus. O campeão inglês assegurou as contratações de Antoine Semenyo, ao Bournemouth, por 72 milhões de euros, e do central Marc Guéhi, ao Crystal Palace, por 23 milhões, num total de 95 milhões só nestes dois negócios.
A Premier League reforçou assim o seu domínio financeiro, somando 453,17 milhões de euros em gastos no mercado de inverno, depois dos 3,60 mil milhões investidos no verão, atingindo um novo recorde de 4,05 mil milhões na época 2025/26. Para além do City, clubes como Crystal Palace, West Ham, Tottenham e Bournemouth também surgiram entre os que mais despenderam, apesar da inatividade de vários gigantes: Arsenal, Liverpool, Manchester United e Newcastle não fizeram contratações, enquanto o Chelsea apenas fez regressar Mamadou Sarr de empréstimo.
Em Itália, a Serie A foi a segunda liga mais investidora, com 243,59 milhões de euros aplicados. A Lazio esteve em destaque com as chegadas de Kenneth Taylor (ex-Ajax) e Petar Ratkov (ex-Salzburgo), ao mesmo tempo que perdeu Taty Castellanos para o West Ham e Mattéo Guendouzi para o Fenerbahçe. O Nápoles reforçou-se com Giovane, Alisson Santos (emprestado pelo Sporting) e Lorenzo Lucca, adquirido em definitivo por 26 milhões antes de seguir por empréstimo para o Nottingham Forest. Roma, Juventus, AC Milan, Inter e Atalanta também mexeram no plantel, com vários negócios em definitivo e por empréstimo.
Em Espanha, o Atlético de Madrid foi protagonista, tornando-se o clube com maior receita mundial neste inverno, com 77,5 milhões de euros encaixados, fruto, entre outros, das vendas de Conor Gallagher ao Tottenham e de Rodrigo De Paul ao Inter Miami. Os colchoneros investiram ainda em Ademola Lookman e Rodrigo Mendoza. A Liga espanhola, no entanto, registou uma despesa global modesta, de 75,5 milhões, num mercado em que o Barcelona voltou a contar com João Cancelo, agora cedido pelo Al Hilal, e o Real Madrid não realizou qualquer reforço.
França e Alemanha também tiveram movimento relevante, embora em menor escala: a Ligue 1 somou 105,1 milhões de euros em gastos, com o Paris Saint-Germain a contratar Dro Fernández e o Lens, Marselha e Lyon a reforçarem-se com vários nomes; a Bundesliga totalizou 98,95 milhões, destacando-se o Wolfsburgo como principal investidor, enquanto Bayern e Dortmund permaneceram parados. Fora das principais ligas europeias, mercados como Brasil, Estados Unidos e Arábia Saudita também mexeram em força, com o Al Hilal a surgir como terceiro clube mais gastador do mundo nesta janela, ao contrário do Al Nassr, que não realizou grandes investimentos.





