Disputa judicial entre Pedro Pichardo e o Benfica tem novos dados após decisão do atleta

A disputa judicial entre Pedro Pablo Pichardo e o Benfica está longe de chegar ao fim. O atleta português decidiu contestar a decisão do Tribunal Arbitral do Desporto (TAD), que não reconheceu justa causa na rescisão do contrato que o ligava ao clube encarnado.
A intenção de avançar com um recurso foi confirmada à agência Lusa por Rosalia Ortega, advogada do triplista de 33 anos, que pretende continuar a defender os interesses do atleta nas instâncias judiciais.
Apesar de não ter dado razão a Pichardo quanto aos fundamentos apresentados para terminar o vínculo contratual, o TAD determinou que o Benfica terá de suportar aproximadamente 130 mil euros em custas judiciais, pagar cerca de 22 mil euros relativos a subsídios de férias e assumir as despesas de uma intervenção cirúrgica a que o atleta foi submetido.
O conflito teve início depois de Pichardo ter decidido rescindir unilateralmente o contrato com as águias, a 13 de janeiro de 2025, alegando divergências irreconciliáveis. O vínculo, iniciado a 26 de abril de 2017, deveria manter-se em vigor até ao final dos Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 2028.
A 12 de março de 2025, o atleta avançou com uma ação contra o Benfica, exigindo uma indemnização de 1,1 milhões de euros. Entre os argumentos apresentados estavam a alegada falta de assistência médica adequada e a impossibilidade de utilizar o seguro de saúde.
Por sua vez, o Benfica respondeu com um pedido de indemnização de dois milhões de euros, acusando Pichardo de incumprimento contratual e alegando prejuízos desportivos e danos reputacionais na “imagem da maior instituição do país”.
O clube da Luz já tinha, entretanto, instaurado um processo disciplinar ao triplista no início de 2025, com o objetivo de avançar para o seu “despedimento”.
Perante a decisão do TAD, Pichardo dispõe de três dias para solicitar a respetiva nulidade. Caso essa tentativa não tenha sucesso, a sua representante legal admite recorrer aos tribunais administrativos, dispondo, nesse cenário, de um prazo de 30 dias.
O atleta já tinha manifestado publicamente o seu descontentamento com o Tribunal Arbitral do Desporto, acusando-o de parcialidade através de várias publicações nas redes sociais.
Recorde-se que Pedro Pablo Pichardo conquistou títulos mundiais em Oregon, em 2022, e Tóquio, em 2025, além do título europeu em Munique, em 2022. O português foi ainda vice-campeão europeu em Roma, em 2024, e Birmingham, em 2026.





