Depois de Durán, há mais uma expulsão polémica na Liga Portugal

O Arouca está indignado com a decisão do Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol de suspender Gabriel Rukavina por um jogo, na sequência da confusão registada após a vitória por 1-0 frente ao Alverca, na 9.ª jornada da Liga Portugal Betclic.
O episódio aconteceu depois do apito final, quando o árbitro Pedro Ramalho mostrou cartões vermelhos diretos a Rukavina e André Vidigal, do Alverca, por alegadamente terem encostado as cabeças de forma agressiva durante uma discussão entre jogadores das duas equipas.
No relatório, o árbitro justificou as expulsões: «Após o final do jogo, iniciou um conflito generalizado entre elementos de ambas as equipas encostando a cabeça a um adversário de forma agressiva, tendo sido posteriormente separado por colegas de equipa».
Contudo, após um pedido de esclarecimentos, Pedro Ramalho admitiu que a equipa de arbitragem «não conseguiu vislumbrar quem dos dois jogadores expulsos iniciou o conflito generalizado», acrescentando: «Apenas identificamos o momento quando eles já estavam a encostar a cabeça um ao outro de forma agressiva».
O Arouca contestou a versão apresentada, garantindo que o avançado croata não teve qualquer comportamento violento: «O jogador Rukavina impugna expressamente a descrição do relatório de arbitragem segundo a qual, após o final do jogo, teria iniciado um conflito generalizado, encostando a cabeça a um adversário de forma agressiva. Tal factualidade não corresponde à verdade: o jogador não encostou a cabeça à de qualquer adversário, nem praticou qualquer gesto de agressão. Nega, igualmente, ter desencadeado o referido conflito».
Na sua defesa, o clube apresentou dois vídeos que, segundo a estrutura arouquense, «documentam a aglomeração de diversos jogadores e outros intervenientes após o apito final, sem evidenciarem qualquer contacto de cabeças ou agressão praticada por Rukavina».
«A mera presença numa situação de confusão não permite imputar-lhe a concreta conduta descrita», argumentou ainda o emblema presidido por Carlos Pinho, que pediu o arquivamento do processo sem qualquer punição.
Apesar dos argumentos apresentados, o Conselho de Disciplina considerou que não existia «qualquer abalo à credibilidade probatória reforçada do relato do árbitro», mantendo a suspensão de um jogo e aplicando uma multa de 281 euros ao jogador.
A decisão provocou forte contestação no Arouca, sobretudo perante o caso semelhante envolvendo Jhon Durán, do Benfica, cujo castigo ficou suspenso após a abertura de um processo disciplinar, permitindo-lhe defrontar o Gil Vicente na Allianz Cup.





