Benfica retido em Amsterdão e está sem malas
O Benfica está a enfrentar várias dificuldades para regressar a Portugal, depois da vitória sobre o Bakken Bears, na quarta-feira, em Copenhaga, na Dinamarca, na jornada inaugural da FIBA Europe Cup. A equipa de basquetebol dos encarnados encontra-se retida em Amesterdão, situação que está a comprometer a preparação para o clássico de domingo frente ao FC Porto, no Dragão Arena.
A viagem de regresso começou na quinta-feira, com passagem pela capital dos Países Baixos, mas problemas nas ligações aéreas impediram a comitiva benfiquista de prosseguir viagem. Curiosamente, as bagagens seguiram para o destino, ao contrário dos jogadores e da equipa técnica.
O Benfica ainda tentou encontrar voos alternativos para Lisboa ou para o Porto, mas todas as possibilidades acabaram por falhar. Também foi procurado um pavilhão em Amesterdão para realizar uma sessão de treino, embora sem sucesso.
A chegada a Lisboa está prevista apenas para o final desta sexta-feira, deixando a equipa orientada por Ainars Bagatskis com a possibilidade de realizar um único treino, no sábado, antes do encontro com os dragões, marcado para domingo, às 15 horas, a contar para a segunda jornada da Liga Betclic.
Perante estes contratempos, o treinador do Benfica explicou de que forma o grupo está a lidar com a situação.
“O grupo procura ajustar-se à nova realidade. Naturalmente, tínhamos planeado fazer um treino de recuperação, treinar no sábado e depois seguir para o Porto. Agora, tudo mudou. Como sabem, estamos retidos em Amesterdão há 30 horas. Vamos começar a preparar o jogo nesta sexta-feira, aqui no hotel, com trabalho de recuperação e análise de vídeo. De resto, nada muda”, afirmou aos meios oficiais do clube.
Apesar dos problemas logísticos, Bagatskis mantém a confiança na capacidade da sua equipa para conquistar um resultado positivo no terreno do rival.
“Temos de fazer o nosso jogo e estar focados naquilo que temos de fazer. Claro que sabemos tudo sobre o FC Porto, da mesma forma que eles sabem tudo sobre nós. Em jogos como este, normalmente a diferença está em quem consegue ser mais físico, mais agressivo e, provavelmente, também mais inteligente. Por isso, temos de estar focados no nosso jogo, jogar com paciência e fisicalidade. Se o fizermos, teremos boas possibilidades de vencer”, explicou.
O técnico considera ainda que a importância do clássico é, por si só, suficiente para garantir a máxima motivação dos jogadores, independentemente das dificuldades que marcaram a viagem.
“Sendo o FC Porto o adversário, não é preciso dizer muitas palavras extra aos jogadores para que joguem com intensidade e agressividade. Os jogadores sabem o que estes jogos significam. A equipa sabe o que significa um Benfica-FC Porto”, concluiu.





