Benfica decidiu poupar, eis o valor gasto no mercado de transferências de inverno

O Benfica encerrou o mercado de inverno 2025/26 com apenas dois reforços e um investimento total de 11 milhões de euros, registando a janela mais contida desde 2022. José Mourinho viu chegar o lateral/extremo Sidny Lopes Cabral, contratado ao Estrela da Amadora por 6 milhões de euros mais 2,5 milhões em bónus por 90% do passe, e Rafa Silva, resgatado ao Besiktas por 5 milhões de euros, ambos jogadores polivalentes e capazes de atuar em várias posições no ataque e nas alas.
Apesar da prudência financeira, a SAD encarnada esteve ativa em várias frentes, mas sem sucesso nas principais prioridades: um ponta de lança, um extremo e um médio. Para a frente de ataque, o Benfica tentou garantir Lorenzo Lucca por empréstimo ao Nápoles, com opção de compra, mas o avançado italiano acabou por escolher o Nottingham Forest face à ausência de garantias de titularidade na Luz. Para as alas, as águias fizeram uma proposta de 12 milhões de euros, mais 3 milhões em objetivos, por André Luiz, do Rio Ave, recusada pelos vila-condenses, que exigiam valores próximos da cláusula; o brasileiro acabaria por rumar ao Olympiakos por 6,75 milhões de euros. Wesley, do Al Nassr, também foi equacionado, mas os custos afastaram o negócio. No meio-campo, o alvo foi Stije Resink, do Groningen, por quem o Benfica se mostrou disposto a pagar 7 milhões mais 3 em bónus, mas o clube neerlandês não quis negociar.
A necessidade de reforçar algumas posições acabou, ainda assim, mitigada por soluções internas e regressos de lesão. Enzo Barrenechea voltou a estar disponível após recuperar de um problema no ombro direito e Richard Ríos deverá regressar durante o mês, podendo ser opção já diante do Real Madrid no playoff da Liga dos Campeões. No ataque, a chegada de Sidny e Rafa, aliada à recuperação de Dodi Lukebakio, cujo regresso também está previsto para este mês, levou o clube a abandonar a procura por mais extremos.
No sentido inverso, o Benfica resistiu a várias abordagens por jogadores do plantel e apenas autorizou a saída de Rafael Obrador, cedido por empréstimo ao Torino, depois de não ter contado para Mourinho na primeira metade da época. Andreas Schjelderup esteve perto de deixar a Luz em definitivo para o Club Brugge, que chegou a apresentar uma proposta na ordem dos 8 milhões de euros mais bónus, mas os encarnados mantiveram-se firmes nos 15 milhões pretendidos; os dois golos do norueguês ao Real Madrid reforçaram a sua importância no grupo. Também Gianluca Prestianni ganhou espaço, somando mais minutos e titularidades recentes, o que contribuiu para a decisão de manter a estrutura ofensiva.
Face às últimas três épocas, em que o clube investiu mais de forma recorrente em janeiro, o Benfica adotou uma postura de maior contenção, num contexto desportivo em que a luta pelo título se apresenta complicada e a qualificação para a próxima edição da Liga dos Campeões surge como desafio exigente. A estratégia passou por fechar a “carteira”, evitar “loucuras” por alvos como Lucca ou André Luiz e apostar numa gestão prudente de recursos, reforçando apenas com oportunidades consideradas seguras e mantendo o núcleo principal à disposição de José Mourinho.





