As declarações de Rui Borges após o empate do Sporting contra o Arouca

Rui Borges considerou que a expulsão de Zeno Debast foi o momento que transformou por completo o Sporting-Arouca, que terminou empatado 2-2. O treinador leonino lembrou que a sua equipa tinha dois golos de vantagem e estava a controlar a partida antes de ficar reduzida a dez jogadores.
«Não se trata de ser a segunda parte. Há um jogo até à expulsão e há um jogo depois da expulsão — é tão simples quanto isso. Até à expulsão controlámos o jogo, fomos pressionantes, tentámos ser sempre pressionantes sobre o Arouca. Fizemos dois golos, podíamos ter feito mais. Na segunda parte entrámos muito bem no jogo, muito bem mesmo; podíamos ter aumentado o resultado, mas não conseguimos. Após a expulsão, muda o jogo. A expulsão muda logo o jogo. Tínhamos de saber sofrer ali um pouco. O Arouca é bastante dinâmico naquilo que é o seu processo ofensivo e acaba por entrar no jogo com o penálti. Até aí, nós estávamos com o bloco mais baixo, mas a controlar o jogo, sem termos tanta posse de bola, como é lógico. Com menos um jogador contra uma equipa que gosta de ter bola e consegue ter muito bem a bola, o penálti mete o Arouca no jogo e depois acabam por ser felizes no empate, no 2-2.»
Sobre as substituições e a ideia de que estas possam ter empurrado o Sporting para trás, Rui Borges rejeitou essa leitura: «Nós com dez não podíamos ser tão pressionantes como éramos, nem nada parecido. É tão simples quanto isso. Não tem a ver com atração atrás; tentámos meter jogadores que nos dessem alguma condução, alguma saída, qualidade com bola e de condução também, e refrescar a equipa, acima de tudo. É natural que não tivéssemos tanta bola e que não fôssemos tão pressionantes, porque estávamos com menos um jogador a jogar contra uma boa equipa quando tem a posse, ainda para mais com mais um elemento. É tão simples quanto isso; de resto, não tem a ver com as substituições termos empatado o jogo ou não.»
Este foi o terceiro empate do Sporting no campeonato, sempre depois de ter estado em vantagem. O treinador compreendeu a contestação dos adeptos: «Com naturalidade. É normal que se sintam assim, é natural que não estejam felizes nem contentes. Estamos numa equipa grande, queremos ganhar os jogos, queremos lutar pelo campeonato. O que é certo é que já perdemos seis pontos e é natural a insatisfação, tanto dos adeptos como a nossa. É de todos.»
Confrontado com as notícias sobre outros treinadores que poderão estar no horizonte do Sporting, incluindo Sérgio Conceição, Rui Borges respondeu: «Incomodam mais as vossas perguntas e, às vezes, as vossas leituras. Vocês levam a parte da humildade do Rui Borges por ser uma pessoa de Trás-os-Montes, por ser uma pessoa que está sempre a dizer que é de Mirandela… Não, não me sinto incomodado. Sinto-me muito honrado com aquilo que sou, com a pessoa que sou, com o treinador que sou e feliz com o trabalho que tem sido feito pela nossa equipa técnica.»
Por fim, questionado se a pausa para as seleções surge numa boa altura depois dos últimos resultados, foi curto: «Não, na pausa fico sem jogadores.»





