As declarações de José Mourinho após a primeira vitória do Benfica na Liga dos Campeões “se o jogo tivesse 150 minutos…”

José Mourinho comentou a vitória do Benfica por 2-0 frente ao Ajax, na quinta jornada da Liga dos Campeões, destacando que a equipa passou por fases de grande dificuldade, sobretudo perto do intervalo, mas acabou por controlar o jogo.
«Os últimos 10 minutos da primeira parte foram caóticos. Recuperávamos bola e perdíamos bola e tivemos dificuldade. Na segunda parte não fomos perigosos nem conseguimos sair, mas tiveram uma única oportunidade e de resto controlamos. Se em vez de 15 minutos fossem 150, no final, a sensação é que não marcariam. A solidez dos jogadores, a alegria do grupo depois da vitória é uma coisa bonita».
O treinador explicou também a diferença entre procurar vencer e ter a obrigação de o fazer, sublinhando as limitações da equipa nas transições rápidas: «Não sei se na conferência se numa entrevista disse que é diferente jogar a querer ganhar e ter de ganhar. Ter de ganhar é uma pressão diferente. Não temos muita gente rápida no ataque para sermos perigosos em transição, temos de fazer o jogo de outra maneira. Jogámos com as armas que tínhamos. Mesmo sem o golo do Barreiro, a sensação era de jogo controlado».
Mourinho justificou ainda as escolhas táticas feitas para travar o poderio físico do Ajax: «Se tivesse no banco alas que me pudessem fechar espaços e matar em contra-ataque é o que qualquer treinador gosta de ter. Jogam com dois atacantes de 2m e 1,90m, com situações de bola parada, jogo longo e direto. Se posso proteger o Otamendi e o António de um 2×2 e criar uma superioridade com o Tomás [Araújo] era o objetivo».




