As contas para o Benfica vencer o 39º campeonato

A queda do FC Porto diante do Casa Pia encurtou a margem para o primeiro classificado em apenas um ponto e devolveu alguma esperança ao Benfica na corrida ao 39.º título. Depois do empate em Tondela, tudo apontava para um fosso de 12 pontos, cenário que praticamente anularia a discussão do campeonato, mesmo com a confiança de José Mourinho nos cálculos. Contudo, o primeiro desaire interno da equipa de Francesco Farioli aproximou ligeiramente as águias do topo — de dez para nove pontos — mantendo vivo, ainda que ténue, o objetivo.
Mesmo quando a distância era maior, Mourinho nunca desistiu, e muito menos o fará agora. Para alimentar essa ambição, o Benfica precisa de fazer um percurso perfeito até ao fim da Liga, sem ceder mais pontos, o que permitiria terminar com 86 pontos — quatro acima do total que bastou ao Sporting para ser campeão na época passada.
O cenário favorável exige uma combinação muito específica: triunfo do Sporting sobre o FC Porto no Dragão (jornada 21), vitórias encarnadas frente aos portistas na Luz (25.ª ronda) e perante os leões em Alvalade (30.ª), além de triunfos do SC Braga contra Sporting (25.ª) e FC Porto (27.ª). A isto juntariam-se ainda 12 vitórias do Benfica nos restantes encontros.
Não é impossível, mas é altamente complicado. Para que aconteça, tudo teria de correr de forma perfeita à equipa de Mourinho, algo improvável. O Benfica leva 35 jogos sem perder na Liga, porém nunca conseguiu mais de três vitórias consecutivas. Além disso, os maiores volte-faces recentes rumo ao título remontam a 2018/19 (Benfica) e 2019/20 (FC Porto), quando os futuros campeões tinham sete pontos de atraso à 15.ª e 19.ª jornadas, respetivamente — menos do que a desvantagem atual das águias.





