Árbitro terminou a partida do Olímpico do Montijo mais cedo após um adepto ter atirado um balde do lixo ao assistente

O Olímpico do Montijo demarcou-se dos incidentes ocorridos no encontro da Taça da AF Setúbal diante do Cova da Piedade, que terminou antes do intervalo depois de um árbitro assistente ter sido atingido por um caixote do lixo lançado da bancada.
O episódio aconteceu aos 43 minutos, numa altura em que o Cova da Piedade vencia por 2-1. Na sequência da agressão ao assistente que se encontrava junto à bancada dos adeptos da equipa da casa, o árbitro decidiu interromper definitivamente a partida.
Cláudio Oliveira, presidente do Olímpico do Montijo, garantiu que o clube “não se revê em qualquer tipo de ato de agressão” e lamentou o sucedido. “Quero acreditar que as pessoas se sintam injustiçadas, mas não podemos justificar uma agressão com esse sentimento. Entristece-me ver o nome do clube, mais uma vez, falado por um caso destes”, afirmou.
O dirigente acrescentou que “os acontecimentos de hoje não representam os valores do clube, da cidade, e isso deixa-me triste. São situações de lamentar que não devem acontecer”.
Este não é o primeiro incidente recente envolvendo adeptos do emblema montijense. Em janeiro, registaram-se confrontos entre apoiantes do Olímpico do Montijo e do Barreirense antes de uma partida da 1.ª Divisão da AF Setúbal.
No jogo deste domingo, o ambiente terá ficado mais tenso depois de o Cova da Piedade conseguir a reviravolta para 2-1. Os visitantes beneficiaram de um penálti e houve ainda um lance na área da formação de Almada que provocou fortes protestos entre os adeptos da casa. Ainda assim, uma fonte ligada ao Cova da Piedade garantiu que a partida decorria com “normalidade”.
Uma alegada provocação do árbitro assistente dirigida aos adeptos do Olímpico terá depois contribuído para o aumento da tensão, acabando por ocorrer a agressão. Os dois elementos de segurança presentes no recinto não conseguiram impedir o incidente.
A partida realizou-se sem policiamento por não ter sido considerada de risco elevado. O Olímpico do Montijo já pediu uma “reunião de emergência” à AF Setúbal para analisar a situação. “Não sei se isto aconteceria na presença da PSP ou não. O que sei é que a polícia, por vários motivos, se recusa a fazer este tipo de jogos. É uma análise que deve ser feita”, referiu Cláudio Oliveira.
Apesar de não estar inicialmente presente, a PSP acabou por ser chamada ao Campo da Liberdade pela equipa de arbitragem, que não quis abandonar o recinto sem proteção policial. Segundo um elemento da comitiva do Cova da Piedade, os agentes chegaram cerca de “45 minutos” depois de a situação ter acalmado, quando a equipa visitante “já estava de regresso” ao concelho de Almada.
Cláudio Oliveira confirmou a presença de “dois agentes” da esquadra do Montijo, posteriormente “reforçados por cerca de oito elementos do corpo de intervenção”.
Até ao momento, as autoridades “não solicitaram” ao Olímpico do Montijo imagens das câmaras de segurança ou da transmissão em direto realizada através de uma plataforma de streaming. Ainda assim, o presidente assegurou que o clube está “totalmente disponível para colaborar com as autoridades” em tudo o que for necessário.
Por seu lado, o Cova da Piedade informou, através de comunicado, que “irá aguardar pelas informações e decisões das entidades competentes”.
Mesmo sem ser contabilizado este encontro, o Cova da Piedade ocupa a liderança da Série D da Taça Joaquim José Sousa Marques, somando três triunfos em três partidas, à frente de Alcochetense B, Olímpico do Montijo, Pinhalnovense e Vinhense.





