Antigo jogador do Marítimo virou sem abrigo há dois anos devido ao vício

Aos 49 anos, Régis Pitbull, antigo jogador do Corinthians, Vasco, Ponte Preta e Marítimo, atravessa uma fase dramática devido à dependência de crack. O ex-futebolista brasileiro vive há cerca de dois meses como sem-abrigo em São Paulo, depois de perder a casa e deixar de conseguir trabalhar em equipas de futebol amador.
Segundo o Globoesporte, Régis dorme atualmente debaixo de lonas e cobertores, numa praça rodeada de entulho. O antigo jogador abandonou o apartamento em 2025, na sequência de uma detenção por agressão ao administrador do prédio, e enfrenta ainda um processo relacionado com dívidas de condomínio e impostos.
Alguns amigos continuam a ajudá-lo, enquanto um restaurante da zona lhe oferece refeições e permite que carregue o telemóvel. Uma funcionária conta que são poucos os dias em que Régis está sóbrio. A dependência começou ainda durante a carreira, período em que chegou a ser suspenso duas vezes por consumo de canábis em controlos antidoping.
Apesar de reconhecer os problemas que enfrenta, Régis recusa ser internado. «Não quero que ninguém saiba que eu existo. Se acharem que estou morto, é melhor. Não sou um coitadinho», afirmou ao GE. Familiares e amigos consideram que a recusa em aceitar ajuda é um dos maiores entraves à recuperação.
Depois da passagem pelo Marítimo, em 1996/97, jogou no Ceará e em clubes como Coritiba, Ponte Preta, Corinthians, Vasco, Bahia e Portuguesa, além de experiências no Japão, Coreia do Sul, Turquia e Kuwait. Terminou a carreira em 2012, aos 34 anos, e foi depois de abandonar o futebol que o vício se agravou.
Em 2022, esteve internado numa clínica de reabilitação, mas teve uma recaída menos de um mês depois de receber alta. Régis tem dois filhos e continua a contar com o apoio pontual do pai, dos irmãos e de amigos.
Ao recordar os tempos de maior sucesso financeiro, confessou: «Andava de BMW, tive uma Dakota. Um dia fui a uma churrascaria comer uma costela daquelas de topo e nem paguei, tiraram fotos e não deixaram pagar a conta. Imagina isso hoje? Está louco.»





