Agente de Prestianni voltou a falar de Vinícius Jr e acusa-o de mentir

Gastón Fernández, agente de Gianluca Prestianni, acusou Vinícius Júnior de mentir ao denunciar alegados insultos racistas no Benfica-Real Madrid (0-1), garantindo que o brasileiro tentou tirar partido da situação.
“É difícil falar, para mim, porque penso que ainda há questões que não estão fechadas. Falemos do que é o futebol, digamos. Por vezes, há que entender que, durante um jogo, acontecem coisas que, quando termina, estamos a abraçar-nos, passados dois minutos. Os jogadores também têm de entender isso, que, no futebol somos colegas”, começou por afirmar.
“Por vezes, pegamo-nos um pouco e discutimos, mas, quando o jogo acaba, acaba. Não há má intenção. Os jogadores… Eu tenho uma forma de ver o nosso desporto. Se te encontras com outro jogador, no aeroporto, por mais que tenham discutido, cumprimentam-se. Então, as coisas que acontecem em campo, têm de ficar em campo”, acrescentou.
O empresário foi mais direto ao abordar as acusações: “Foco-me no lado desportivo. Tudo o que pode surgir, por fora… Estou do lado que diz que o racismo não deveria existir, não é algo que me entre na cabeça. Mas, no futebol, parece-me que esta questão de procurar uma vantagem… Tem de ser de outra forma, e não acusando um rapaz de ter dito algo que não aconteceu”.
Fernández elogiou ainda a atuação do Benfica: “Ao início, eu estava a ver. Tinha viajado para ver os dois jogos, com o Gera, o meu sócio. Fomos vê-lo, tínhamos estado com ele, em casa dele, no dia antes do jogo. Estivemos com ele a partir do lugar em que ele nos deixou, porque estava, obviamente, afetado pelo assédio geral do mundo”.
“A parte do acompanhamento e da assessoria foi feita, a 100%, pelo Benfica, que se comportou de uma maneira muito leal com o seu jogador. A partir daí, metemo-nos pouco, porque acreditávamos que era preciso a instituição levar a questão adiante, e o Gianluca, que é um jogador deles”, sublinhou.
Também José Mourinho foi destacado: a sua postura demonstrou “a qualidade de um tipo que quer reduzir o nível do conflito e tentar ajudar a que a situação por que passa um dos seus orientados seja passageira”.
Por fim, descreveu o jogador argentino: “É um cavalo duro de domar. Por vezes, podemos dizer-lhe as coisas, mas ele é impulsivo. Ainda assim, não é nada do que quiseram pintar”.





