A antevisão de José Mourinho ao jogo contra o FC Porto com muita polémica “eu amo aqueles gajos”

José Mourinho fez a antevisão ao clássico com o FC Porto, da Taça de Portugal, deixando várias declarações marcantes sobre o momento da equipa, a relação com o plantel e situações individuais, com destaque para Sudakov.
Sobre a conversa com os jogadores após a derrota com o Sp. Braga, o treinador garantiu que o diálogo “correu muito bem”, mas deixou claro que não vai mudar a sua forma de ser: «Não consigo jogar mal e dizer que joguei bem. Não consigo aceitar mediocridade». Mourinho reforçou a ligação ao grupo: «Amo aqueles gajos», sublinhando que prefere a frontalidade a “atirar areia para os olhos das pessoas”. Garantiu ainda que a maioria dos jogadores gosta de trabalhar consigo e que essa honestidade faz parte da sua identidade: «Eu sou quem sou, não vou mudar, vou ser assim até ao fim».
Questionado sobre Sudakov e os erros defensivos, Mourinho contextualizou o momento do jogador, apontando dificuldades físicas e emocionais: «Nem quero pensar em ter uma pessoa que amo num cenário de guerra a não saber qual pode ser o último dia». Admitiu que o erro no golo sofrido “tem um demérito enorme nosso”, mas explicou que o médio tem atenuantes, assegurando apoio, sem deixar de existir crítica: «Não lhe posso dizer ‘fizeste bem’, mas também não o posso criticar numa situação sem atenuantes».
Sobre o clássico, explicou que, por ser um jogo a eliminar, será diferente do campeonato: «Neste caso, o empate não serve». Considerou fácil perceber o perfil do FC Porto através dos números e afastou grandes mudanças na identidade dos dragões.
Mourinho revelou ainda que a equipa aproveitou bem os dias de treino após a eliminação da Taça da Liga, apesar de admitir que preferia estar a disputar a final. Quanto ao substituto de Otamendi, deixou várias opções em aberto: «Ou o António ou o Gonçalo Oliveira», sem confirmar o onze.
Por fim, sobre as implicações do clássico, foi direto: «Uma vitória significa que jogaremos a meia-final. Se perdermos, ficamos de fora», garantindo que, aconteça o que acontecer, a equipa manterá o profissionalismo para os jogos seguintes.





