Revelado escândalo no túnel no final do jogo entre o Real Madrid e o Valência

A vitória do Real Madrid frente ao Valencia, por 3-0, no Estádio Mestalla, ficou marcada por uma enorme polémica fora das quatro linhas. Durante o intervalo, registaram-se momentos de grande tensão no túnel de acesso aos balneários, com discussões, empurrões e até uma alegada agressão de Antonio Rüdiger a um elemento da segurança, numa confusão que obrigou à intervenção policial.
A origem dos incidentes esteve numa decisão do árbitro José Hernández Maeso, que, aos 26 minutos, assinalou uma falta de Pablo Maffeo sobre Kylian Mbappé, mostrando cartão amarelo ao defesa argentino. Na sequência do livre, Fede Valverde inaugurou o marcador, aos 28 minutos, aumentando a contestação dos responsáveis do Valencia.
Quando as equipas recolhiam aos balneários, Braulio Vázquez, diretor desportivo do emblema valenciano, confrontou o árbitro assistente Iván Massó, manifestando o seu desagrado com a decisão.
No relatório oficial, José Hernández Maeso descreveu o comportamento do dirigente espanhol, revelando que este se dirigiu repetidamente à equipa de arbitragem em tom exaltado.
«Braulio Jesús Vázquez Benítez encontrava-se na referida zona e protagonizou uma altercação, chegando a encarar-se com o meu árbitro assistente n.º 1, a quem se dirigiu de forma reiterada e em tom exaltado nos seguintes termos: ‘Não é falta, não é falta! Que figura!’ Da mesma forma, quando passei por ele, dirigiu-se também a mim repetidamente, manifestando as mesmas palavras e mantendo uma atitude exaltada», pode ler-se no documento.
A situação acabou por exigir a presença das autoridades, que tiveram de intervir para controlar os ânimos.
«Perante esta situação, foi necessária a intervenção de agentes do Corpo Nacional de Polícia, que procederam à sua identificação e tiveram de o segurar e afastar do local para pôr fim ao incidente», acrescentou o árbitro.
Contudo, a imprensa espanhola garante que os acontecimentos foram bastante mais graves do que aqueles que ficaram registados no relatório oficial.
Segundo o jornal Marca, Jude Bellingham terá agarrado Braulio Vázquez pelo fato, numa tentativa de o afastar do árbitro assistente, desencadeando uma série de confrontos e empurrões entre elementos das duas equipas.
Três seguranças terão tentado encaminhar os jogadores do Real Madrid para o respetivo balneário, mas, durante a confusão, Antonio Rüdiger terá atingido um dos elementos da segurança com um soco na cara. Ibrahima Konaté terá sido fundamental para acalmar os companheiros e separar os envolvidos.
Por sua vez, o jornal AS adianta que os capitães do Valencia, José Gayà, Guido Rodríguez e Pepelu, também contestaram a decisão da equipa de arbitragem. De acordo com a mesma publicação, a reação dos futebolistas do Real Madrid terá contribuído para o agravamento da situação, depois de vários jogadores merengues terem exigido aos adversários que deixassem de pressionar o árbitro.
Apesar de os responsáveis pela segurança terem comunicado os incidentes à equipa de arbitragem, José Hernández Maeso optou por não incluir essas alegadas ocorrências no relatório, mencionando apenas o comportamento de Braulio Vázquez.
Entretanto, o Valencia já terá manifestado a intenção de entregar às autoridades policiais imagens dos acontecimentos no túnel, mostrando-se surpreendido com a ausência de referências aos restantes envolvidos no documento oficial.
https://t.co/bUBu5Sq2hu
— 🔟 (@lxmedia22_) November 7, 2026





