Presidente do Nacional criticou a postura do Académico de Viseu após o jogo ter sido suspenso

Rui Alves, presidente do Nacional, manifestou o seu desagrado com a posição assumida pelo Académico de Viseu relativamente ao adiamento do encontro da 11.ª jornada da Liga Portugal Betclic, inicialmente marcado para este sábado, mas que acabou por não se realizar devido ao intenso nevoeiro na Choupana.
A partida foi reagendada para domingo, às 15h30, embora as previsões meteorológicas apontem para a possibilidade de se repetirem as condições que impediram a realização do jogo.
Em declarações à Sport TV, o dirigente madeirense revelou que o Nacional apresentou uma alternativa para evitar uma nova deslocação ao estádio sem garantias de que o encontro possa decorrer. A proposta passava por realizar a partida no fim de semana de 21 e 22 de novembro, reservado à quarta eliminatória da Taça de Portugal, uma vez que ambas as equipas já foram afastadas da competição.
No entanto, o Académico de Viseu recusou essa possibilidade, insistindo na aplicação dos regulamentos que determinam uma nova tentativa de realização do encontro no domingo.
«Acho que houve aqui alguma falta de bom senso face às previsões. Todos nós sabemos disso, mas existem regulamentos na Liga. O Académico fez questão de exigir o cumprimento desses regulamentos, o que determina que amanhã teremos de cá estar novamente perante, porventura, uma situação semelhante», lamentou Rui Alves.
O presidente do Nacional considera que as previsões meteorológicas deveriam ter sido suficientes para encontrar uma solução diferente, evitando o risco de um novo adiamento.
«Com a tecnologia atual, em que a falha da previsão é cada vez mais improvável, acho que não faria muito sentido voltar a insistir na realização do jogo neste fim de semana. O que seria mais coerente seria adiar o jogo para o fim de semana agendado para a Taça de Portugal», acrescentou.
Por fim, Rui Alves voltou a apontar o dedo à postura do emblema viseense, lamentando a ausência de entendimento entre os dois clubes.
«Quando impera o bom senso e o equilíbrio, as soluções acontecem. Quando uma das partes não procura esse equilíbrio, não há acordo. É tão simples quanto isto: é o futebol», concluiu.





