Presidente de um clube revelou que recebia mais de 5 mil ameaças por dia e andava armado com duas pistolas

Claudio Lotito, presidente da Lazio desde 2004, denunciou uma alegada conspiração para o obrigar a vender o clube italiano, revelando que chegou a andar armado com duas pistolas devido às ameaças que recebia.
«Recebo cinco mil chamadas com ameaças por dia, não estou a brincar», afirmou o dirigente, que revelou ter beneficiado de proteção policial. «Durante muito tempo, andei armado com duas pistolas, uma à frente e outra atrás, uma automática e uma Smith & Wesson. Uma vez, uma delas até foi útil, salvou-me», contou.
O Ministério Público de Roma está a investigar suspeitas de manipulação de mercado envolvendo dois responsáveis do Banca del Fucino e o jornalista Luigi Bisignani, que terão alegadamente divulgado informações falsas para desvalorizar as ações da Lazio e pressionar Lotito a abandonar a presidência.
O dirigente, de 69 anos, garante que nunca recebeu propostas de compra e não pretende vender o clube. Acusa ainda setores radicais das claques de organizarem campanhas contra si, depois de ter cortado financiamentos, retirado o controlo da bilhética e terminado com determinados privilégios.
Lotito defende a sua gestão, recordando que salvou a Lazio da falência e destacando a valorização do património do clube, incluindo o centro de treinos de Formello, avaliado em 235 milhões de euros.





